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Marcelinho Carioca nega envolvimento com casada: ‘Me forçaram a dizer’

Ex-jogador foi libertado na tarde desta segunda-feira, 18, depois de sumir por quase dois dias

Marcelinho Carioca
O ex-atleta disse que provavelmente os bandidos queriam apenas dinheiro, e o sequestro não teria sido premeditado | Foto: Reprodução/YouTube/TV Bandeirantes

O ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca se manifestou, no início da noite desta segunda-feira, 18, para explicar os motivos que o levaram a ser alvo de um sequestro.

Em coletiva de imprensa, o ídolo do Corinthians negou o envolvimento com uma mulher casada, como relatara nesta manhã. Agora, o ex-atleta afirma que os sequestradores o obrigaram a dizer que teve relações com Taís, que apareceu na gravação divulgada mais cedo.

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“Ela é minha amiga há três anos”, disse Marcelinho, ao lado do advogado e de policiais civis. “Conheço o ex-marido dela, Márcio, e os dois filhos dela. É uma mulher íntegra, guerreira. Falaram uma porção de coisas. Não tenho nada a ver com ela, nem ela comigo.”

O jogador relatou que, no sábado 16, estava na Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo, para acompanhar um show do cantor Thiaguinho. Ele teria saído do local à 1h.

Entenda | O que se sabe sobre o sequestro de Marcelinho Carioca

Conforme o ídolo do Corinthians, os sequestradores o abordaram nas proximidades do estádio onde ocorrera o show. Marcelinho disse que, no momento do sequestro, conversava com moradores da região para lhes dar ingressos para o próximo show de Thiaguinho, que seria no dia seguinte. Ali três homens o abordaram e o levaram em seu próprio carro para o cativeiro, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo.

O ferimento no olho esquerdo, que já havia aparecido em vídeo divulgado nas redes sociais nesta manhã, é fruto de uma coronhada. “Depois, apaguei”, disse Marcelinho, ao explicar que desmaiou.

“Me obrigaram a falar”, diz Marcelinho Carioca

Ao ser interpelado sobre a suposta relação com Taís, o ex-jogador enfatizou que a história é mentira. “Se você tem uma arma apontada para sua cabeça, e a pessoa te obriga a falar, o que você faz?”, questionou Marcelinho, em direção aos repórteres. “É exatamente o que fui obrigado a falar. Taís é brilhante, guerreira.”

O ex-atleta disse que provavelmente os bandidos queriam apenas dinheiro, e o sequestro não teria sido premeditado. “Não estava preocupado com dinheiro, estava preocupado com a minha vida”, afirmou o ídolo do Corinthians. “Você, encapuzado, não vê nada. Só escuta, pede para ir ao banheiro, pede água.”

De acordo com Marcelinho, os bandidos decidiram libertá-lo ao perceberem que o helicóptero da polícia se aproximou do local do cárcere. “A casa caiu, temos de liberá-lo”, teriam dito os sequestradores. “Peguem o menor de idade para dirigir o carro e joguem o Marcelinho em outro lugar.”

O ex-jogador disse que os bandidos pediram a senha do seu celular e queriam dinheiro. Lá, os criminosos não o teriam agredido.

O que se sabe sobre o sequestro de Marcelinho Carioca

A Polícia Civil encontrou o ex-jogador na tarde desta segunda-feira, 18, em Itaquaquecetuba. Ele estava desaparecido desde o domingo 17.

Depois de receberem uma denúncia anônima, agentes da Polícia Militar encontraram o ex-jogador na Rua Ferraz de Vasconcelos, 1412. Ele estava dentro de uma casa, com um pano cobrindo sua cabeça.

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Por volta das 16 horas, Marcelinho seguiu para a base da Divisão Antissequestro (DAS), no Centro de São Paulo.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou que um boletim de ocorrência foi registrado como “desaparecimento de pessoa e localização de veículo”, na Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes. 

Para apurar o crime, a polícia acionou o Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais. 

Mais cedo, Marcelinho disse que teve relações com mulher casada

Em vídeo divulgado na tarde desta segunda-feira, o ex-jogador disse que sofreu um sequestro por ter se envolvido com uma mulher casada. O responsável por mantê-lo em cárcere é o marido dela, segundo o ex-atleta.

“Estava em um show, em Itaquera, curtindo um samba, e saí com uma mulher casada”, admitiu Marcelinho, com o olho esquerdo roxo. “Fui saber depois. Aí, o marido dela me pegou, me sequestrou e me levou. Esse foi o B.O.”

Ao lado do ex-jogador aparece a mulher que teria tido relações com Marcelinho. “Confirmo tudo que ele está falando”, disse. “Sou casada. Meu esposo sequestrou ele e colocou a gente num cativeiro.”

Quem é o ídolo do Corinthians

Marcelo Pereira Surcin nasceu no Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 1971. Ficou conhecido por suas habilidades em cobranças de falta. Em virtude de sua capacidade nesse fundamento, tornou-se conhecido pelo apelido “Pé de Anjo”. Ele fez 86 gols de falta ao longo da carreira.

Considerado parte da história do Corinthians, Marcelinho marcou 206 gols em 433 partidas pelo Alvinegro de São Paulo, incluindo 57 gols de falta. É o quinto maior artilheiro da história do clube.

Leia também: “Petrobola: a Arábia Saudita entra para o mapa do futebol”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 179 da Revista Oeste

Marcelinho também é o jogador com mais assistências da história do Corinthians, com o total de 180 passes a gol. Foram 386 participações diretas em gols nos 433 jogos disputados, chegado à média de 0,9 por jogo.

Ao lado de Cássio Ramos, Marcelinho é também o jogador que mais ganhou troféus com a camisa do Corinthians, incluindo os Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999, a Copa do Brasil de Futebol de 1995 e a primeira edição do Mundial de Clubes da FIFA, em 2000.

Leia mais: “O Pacaembu inicia o reencontro com a cidade”, reportagem de Bruno Freitas publicada na Edição 110 da Revista Oeste

Marcelinho é o 15° jogador do Corinthians com mais partidas disputadas, com 433 jogos.

Como político, candidatou-se seis vezes ao Legislativo. Nunca foi eleito. Durante um breve período, em 2015, ocupou uma vaga na Câmara dos Deputados.

3 comentários
  1. XY / XX
    XY / XX

    Puro teatro, mas como o povo brasileiro ja esta doutrinado para acreditar em estorias e mentiras.
    *O PORÃO*
    Não, definitivamente não… não queríamos passar por isso, adiamos o quanto foi possível, até demais, mas quando soa o relógio sagrado do tempo das coisas, não há muito o que fazer. Chegou a hora da *faxina no porão*.
    Descendo as escadas, ao se abrir a porta e deixar o primeiro raio de luz entrar, é assustador ver tanta poeira, teias de aranha, ratos e baratas fazendo a festa.
    “Luz começando a invadir a sombra”: é exatamente este momento nacional que estamos vivendo. Analisando desta perspectiva constatamos que não teria o menor cabimento a reeleição do Bolsonaro. Também não faria sentido aplicar o Art. 136 ou 142 da CF, para evitar o desastre que a passos largos se aproxima.
    Obedecendo à inexorável e perfeita cronologia do Universo e da Vida, teríamos sim que passar por tudo isso e um pouco mais. Precisaríamos descer ao porão da pátria amada, para que *TODOS* constatassem com seus próprios olhos a absoluta sujeira entranhada na turma que está, com afinco e rapidez, se esforçando para destruir a nossa nação.
    É óbvio demais, mas todos, como São Tomé, precisaríamos *ver* (incapacidade, corrupção, conchavos, escárnio, censura e abuso) *para crer* que bandidos e criminosos não se regeneram com o passar do tempo, apenas ficam mais velhos… e mais nocivos.
    Do ponto de vista de um processo de limpeza, tudo o que está ocorrendo de trágico está absolutamente correto. Provavelmente a imundície terá que ficar ainda mais visível e deverá produzir mais alergias, incômodos, doenças ou até óbitos.
    *P.:* Quanto tempo levará essa bagunça?
    *R.:* O tempo necessário para a maioria do povo entender que, de bandidos, só podemos esperar mentiras, crimes, roubos e assassinatos.
    A visão do porão imundo e pestilento não poderia ficar restrita a alguns. Para evitar controvérsias, para atenuar a discórdia que tem separado familiares, amigos e irmãos, para que o povo possa alcançar a paz, seria imperioso acontecer o que está acontecendo, a sujeira precisaria ser esfregada na cara de *TODOS*.
    Por ora, rendamos graças a *DEUS* que, no comando de todas as coisas, está proporcionando ao povo brasileiro a oportunidade abençoada de olhar a verdade nua e crua. É impossível começar uma faxina sem que primeiramente tenhamos a exata noção do que precisa ser limpo.
    Desconheço a autoria.
    “Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes”.
    Segundo as legendas, dos 513 deputados que estão na Câmara, apenas 28 se elegeram com os próprios votos. Os demais se beneficiaram com os votos dos puxadores de seus partidos ou federações.

  2. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Vivemos tempos Luladrão! A mentira é an alma do negócio. Não acredito numa palavra desse “ídolo “.

  3. Rubens Bussacos
    Rubens Bussacos

    Será que até o crime está mais humanizado? Antigamente os cornos matavam logo… agora dão um susto? Pediram dinheiro? Aí o corno virou cafetão

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