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Material radioativo: polícia localiza fontes de césio-137

Objetos foram encontrados em uma empresa de sucatas de São Paulo

material radioativo césio 137
Segundo a Polícia de Minas Gerais, as investigações seguem em curso de maneira sigilosa | Foto: Reprodução/Polícia Civil de Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou na tarde de segunda-feira 10, que as caixas com o material radioativo césio-137 foram recuperadas. Elas haviam sido furtadas em Nazareno, interior do Estado, em 29 de junho, e foram achadas em São Paulo. Agora o material está sob análise da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).  

As caixas que contêm césio-137 foram encontradas em uma empresa de sucatas, a 430 quilômetros do local de onde foram levadas. Os próprios funcionários da empresa comunicaram ao órgão, na manhã de ontem, segundo a assessoria da CNEN.

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Com isso, os objetos devem passar por uma série de avaliações quanto à integridade, a taxas de dose e a condições de uso no Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen). 

Segundo a Polícia mineira, as investigações seguem em curso, mas de maneira sigilosa, para complementar a apuração dos fatos sem que haja interferências externas. Os agentes não informaram como as caixas chegaram ao destino nem quem foram os responsáveis pelo crime ou pelo transporte.

Para que servem os objetos com material radioativo césio-137?

As fontes encontradas hoje são confeccionadas de material cerâmico e contêm césio-137. Elas são duplamente encapsuladas com aço inoxidável e blindadas externamente em aço inox, resistente ao impacto.

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Em geral, o material radioativo é empregado na construção de “fontes radioativas”, utilizadas na área médica ou em processos industriais — como era o caso da indústria de Minas Gerais. No local, o césio era utilizado como parte de um dispositivo para medir a densidade de minério.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear, com atividade individual de 5 mCi, elas compunham equipamentos medidores de densidade, sendo classificadas como de categoria 5, de baixo risco.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Tem que punir seriamente que “descartou” um material como esse.
    Roubadas de um ferro velho ou de uma mineradora ?
    Aos responsáveis, no mínimo um sério câncer de pele é esperado para eles.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Até parece que não aprenderam nada com o incidente de Goiânia. Enfim, esse é o país chamado Pindorama.

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