A mineradora AMG Brasil, de Minas Gerais, acionou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para comunicar o desaparecimento de duas fontes seladas de césio-137. O sumiço do material ocorreu na noite do dia 29 de junho.
A Diretoria de Radioproteção e Segurança da Comissão Nacional de Energia Nuclear (DRS/CNEN), vinculada ao ministério, enviou nesta quarta-feira, 5, uma equipe de licenciamento para investigar as circunstâncias do desaparecimento dos itens.
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As autoridades suspeitam de um possível furto do material. As investigações continuam com a presença de técnicos da CNEN no local. A mineradora possui licença regular e está autorizada a operar até 2025.
Em comunicado, a empresa informou que “expressa profundo pesar” por qualquer preocupação que isso possa causar às comunidades vizinhas e afirmou estar empenhada em resolver a situação o mais rápido possível, priorizando a segurança e o bem-estar de todos.
Risco das fontes
Apesar da preocupação, as fontes desaparecidas são descritas como “duplamente encapsuladas com aço inoxidável e protegidas externamente com aço inox resistente a impactos”.
Além disso, foram classificadas como categoria 5 em termos de perigo de exposição, consideradas de baixo risco de acordo com a classificação da Agência Internacional de Energia Atômica.
Césio-137 em Goiânia

Embora as fontes extraviadas sejam de césio-137, sua atividade é cerca de 300 mil vezes menor do que a do acidente ocorrido em Goiânia, em 1987, considerado o maior acidente nuclear do Brasil. Mesmo em caso de violação, o material utilizado nas fontes não seria dispersado, como ocorreu na capital goiana.
O acidente de 1987 ocorreu na cidade de Goiânia, devido ao manuseio inadequado de um aparelho de radioterapia abandonado no antigo Instituto Goiano de Radioterapia, afetando centenas de pessoas.
A fonte possuía uma radioatividade de 50,9 Tbq (1375 Ci). A violação do equipamento resultou na dispersão de fragmentos no ambiente, na forma de pó azul brilhante.
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