O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais entrou nesta quinta-feira, 26, no terceiro dia de buscas por desaparecidos nos escombros em Juiz de Fora e Ubá, cidades da Zona da Mata mineira atingidas por fortes chuvas. Até as 7h30, os números oficiais apontavam 52 mortos e 8 desaparecidos em Juiz de Fora. Em Ubá, foram confirmadas 6 mortes e 2 pessoas seguem desaparecidas.
Os trabalhos de resgate chegaram a ser suspensos na madrugada por causa do volume de chuva e do risco de novos deslizamentos. Algumas ruas precisaram ser evacuadas preventivamente. Durante a noite, choveu 113 milímetros em Juiz de Fora, índice considerado elevado para poucas horas. Novas casas desabaram, mas, segundo o Corpo de Bombeiros, a princípio não houve registro de novas vítimas.
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Minas Gerais: desabrigados e previsão de mais chuva
Desde o início da semana, o temporal já deixou dezenas de mortos e mais de 3.500 pessoas desabrigadas ou desalojadas nas duas cidades. A Defesa Civil contabilizou quase 1.300 ocorrências desde a segunda-feira 23 apenas em Juiz de Fora. A previsão meteorológica indica continuidade das chuvas pelo menos até esta sexta-feira, 27, o que mantém o cenário de alerta.
Uma das principais estruturas de acolhimento é a Escola Municipal Raymundo Hargreaves, no bairro Bom Jardim, transformada em abrigo. A unidade é uma das 15 escolas da rede municipal adaptadas para receber famílias que perderam suas casas.
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Segundo a vice-diretora Laurisa Barreto do Nascimento, o esforço coletivo tem sido fundamental para garantir alimentação, abrigo e apoio às vítimas. O espaço se tornou referência no acolhimento de moradores que perderam imóveis, bens materiais e a sensação de segurança.
Levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que Juiz de Fora é a 9ª cidade do país com maior população vivendo em áreas de risco de deslizamentos, enchentes e enxurradas, o que amplia o impacto de eventos climáticos extremos como o registrado nesta semana.
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