O Ministério da Justiça lançou, nesta segunda-feira, 8, um site que reúne informações sobre os criminosos mais procurados do país. Entre eles, figuram nomes como o de André do Rap, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Doca, associado ao Comando Vermelho e um dos alvos da megaoperação no Rio de Janeiro, em outubro, e o bicheiro Bernardo Bello, tema do seriado da Rede Globo Vale o escrito.
A seleção dos foragidos prioritários levou em consideração critérios como o grau de periculosidade, envolvimento com organizações criminosas, quantidade de mandados judiciais e atuação em diferentes Estados. Cada unidade da federação contribuiu com indicações baseadas em matriz de risco, conforme divulgado pelo jornal O Globo.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
André do Rap é apontado por autoridades nacionais e internacionais como responsável por articulações de grandes remessas de cocaína para Europa e África. Embora condenado a 25 anos por tráfico internacional de drogas, ele obteve habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, hoje aposentado, em outubro de 2020. O traficante está foragido desde então.

O ministro do STF Luiz Fux revogou a liminar ao acolher pedido da Procuradoria-Geral da República. “Desbaratar uma organização criminosa é um imperativo da ordem pública”, escreveu na ocasião. Apesar disso, André do Rap desapareceu e é procurado pelo Judiciário paulista e fluminense.
Já Edgard Alves de Andrade, conhecido como Doca, de 55 anos, foi o principal alvo da megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio, em outubro de 2023. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, ele lidera o Comando Vermelho em comunidades como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, na capital fluminense.
Doca é suspeito de envolvimento em mais de cem homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos. Em outubro de 2023, foi acusado de comandar o assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, confundidos com milicianos. Possui mais de 20 mandados de prisão emitidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

O histórico criminal de Doca inclui denúncias por organização criminosa e posse de explosivos, com penas que podem somar até 14 anos. Ele também foi alvo da operação Buzz Bomb, que visava reprimir o uso de drones em ações criminosas, e é investigado por ordenar ações violentas em comunidades do Rio.
Bernardo Bello Pimentel Barboza é outro nome da lista, conhecido por ostentar bens de luxo e responder por crimes de contravenção e assassinatos de desafetos. Na série Vale o Escrito, do streaming Globoplay, Bello afirmou que “um de seus rivais quer matá-lo”.
Bello foi preso em Bogotá, Colômbia, em janeiro de 2022, sob acusação de ser o mentor da morte de Alcebíades Paes Garcia, o Bid, ocorrida em fevereiro de 2020. Classificado pela Interpol como “perigoso” e “violento”, foi solto quatro meses depois pelo Superior Tribunal de Justiça, mediante medidas cautelares que, segundo o Ministério Público, não foram cumpridas.

Desde novembro de 2022, Bello é considerado foragido, depois de descumprir as obrigações impostas. Em investigações recentes, ele foi apontado como um dos chefes do jogo do bicho no Rio e alvo da Operação Fim de Linha, que mirou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Lista de procurados orienta cidadãos a fazerem denúncias anônimas
O governo federal orienta que denúncias anônimas sejam feitas pelos números 190 e 197. O site lançado integra o Programa Captura, que busca identificar e prender criminosos de alta periculosidade, promovendo cooperação entre Estados e incentivando a participação da população. Uma célula operacional será instalada no Rio de Janeiro.






































Piada, André do Rap, que foi solto por um integrante do STF. O Brasil é patético.😜