Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Luiz Carlos Barreto, renomado diretor, produtor e fotógrafo do cinema brasileiro, morreu aos 98 anos no dia 22 de julho de 2026, no Rio de Janeiro, devido a complicações de uma infecção pulmonar. O velório ocorrerá no Palácio da Cidade e seu corpo será cremado no Memorial do Caju. Nascido em 20 de maio de 1928, Barreto teve uma carreira de mais de 60 anos, sendo fundamental no “Cinema Novo” e responsável por clássicos como "Vidas Secas" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos".
O diretor, produtor e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, considerado um dos principais nomes da história do cinema brasileiro, morreu nesta quarta-feira, 22, aos 98 anos, no Rio de Janeiro.
“Barretão”, como era conhecido, estava internado no Hospital Copa Star, no bairro de Copacabana, zona sul do Rio. O cineasta tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.
Receba nossas atualizações
O velório de Luiz Carlos Barreto acontecerá nesta quinta-feira, 23, no Palácio da Cidade, em Botafogo, também na zona sul do Rio. O corpo será cremado no Memorial do Caju.
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Trajetória
Nascido em Sobral (CE), em 20 de maio de 1928, Luiz Carlos Barreto teve uma trajetória de mais de 60 anos no audiovisual e se tornou uma das figuras mais importantes do cinema brasileiro. “Barretão” teve participação fundamental no movimento conhecido como Cinema Novo, na década de 1960.
Formado em letras, com atuação como jornalista e fotojornalista, Barreto foi diretor de fotografia de dois filmes icônicos do período: Vidas Secas (1963), dirigido por Nelson Pereira dos Santos com base no histórico romance de Graciliano Ramos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
Entre os mais de cem filmes que dirigiu ou produziu, estão sucessos de bilheteria, como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), O Quatrilho (1995) e O Que É Isso, Companheiro? (1997). Os dois últimos foram indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Por meio de sua produtora, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, que ele fundou em 1963, Barreto viabilizou obras como Garrincha: Alegria do Povo (1963), de Joaquim Pedro de Andrade; A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos; O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha; e Brasil Ano 2000 (1969), de Walter Lima Jr.
Apesar de ter tido grande destaque como fotógrafo e roteirista, Luiz Carlos Barreto ganhou ainda mais reconhecimento como produtor. Ao longo das seis décadas em que atuou profissionalmente, ele produziu mais de 80 filmes. O maior sucesso foi Dona Flor e Seus Dois Maridos, dirigido pelo filho, Bruno Barreto. Mais de 11 milhões de pessoas assistiram ao filme no Brasil.
Luiz Carlos Barreto era casado havia 71 anos com a também produtora Lucy Barreto. Eles tiveram três filhos, que seguiram a mesma profissão: Bruno, Fábio e Paula. Fábio Barreto morreu em 2019, depois de ficar em coma por dez anos em decorrência de um acidente de carro no Rio.
De acordo com os familiares, “Barretão” enfrentava complicações de saúde desde 2024, quando sofreu uma queda durante visita ao Ceará, seu Estado natal, para uma homenagem.
Leia também: “Morre o jornalista Renato Machado, ex-âncora da Globo, aos 83 anos”
Morre o jornalista Renato Machado, ex-âncora da Globo, aos 83 anos
Como a inteligência artificial inaugurou uma nova era no cinema
Sem exclusividade, Globo perde 22% do público na Copa de 2026
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.