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Morre Oscar Schmidt, o 'Mão Santa' do basquete mundial

Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos falece, aos 68 anos, em São Paulo

MORRE OSCAR SCHMIDT-DIVULGAÇÃO
Jogador de basquete, Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas entre 1980 e 1996 | Foto: Divulgação

O esporte mundial perdeu nesta sexta-feira, 17, um de seus maiores ícones. Oscar Daniel Bezerra Schmidt morreu, aos 68 anos, em São Paulo, depois de ter sido internado às pressas por um mal-estar. O ex-jogador, que se recuperava de uma cirurgia recente, lutava contra as sequelas de um câncer no cérebro diagnosticado em 2011.

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Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, Oscar era filho de militar e começou no futebol. A migração para o basquete ocorreu apenas aos 13 anos, depois de se mudar para Brasília. O talento precoce o levou ao Palmeiras, aos 16 anos, e, em 1977, ele já integrava a Seleção Brasileira principal, em que conquistou o título sul-americano.

Carreira e recordes

A trajetória de Oscar decolou internacionalmente em 1979, com o título mundial interclubes pelo Sírio. O desempenho chamou atenção do mercado europeu, levando o ala para a Itália, onde jogou por 11 temporadas e anotou quase 14 mil pontos. Na Espanha, sua técnica encantou a ponto de inspirar o livro “Jugar como Oscar”.

O “Mão Santa” encerrou a carreira com 49.737 pontos, marca que o manteve no topo do ranking mundial por décadas. Em 2024, o posto de maior cestinha da história do basquete (contando jogos oficiais e amistosos de luxo) passou a ser de LeBron James, que superou a barreira dos 50 mil pontos no ano passado. Oscar, no entanto, segue como o maior recordista isolado da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.

A recusa à NBA e a Seleção

O momento mais emblemático de sua trajetória foi a recusa ao New Jersey Nets, em 1984. Oscar abriu mão da liga norte-americana, a NBA, para manter o status de amador, exigência da época para continuar defendendo a Seleção Brasileira. A escolha permitiu que ele liderasse o Brasil na histórica vitória sobre os Estados Unidos no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis.

Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas de 1980 a 1996. Em Seul 1988, atingiu o ápice, ao marcar 338 pontos em uma única edição — incluindo o recorde de 55 pontos em uma só partida, contra a Espanha. Depois de sua aposentadoria, em 2003, ele se reinventou como palestrante motivacional, focando profissionais de alto rendimento.

O ídolo enfrentou o câncer com a mesma disciplina que mantinha nos treinos. Em 2022, chegou a anunciar que havia vencido a doença, mas sua saúde apresentava fragilidades recentes. O ex-atleta não pôde comparecer à sua homenagem no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro na semana passada por ordens médicas.

“Estar aqui para receber essa homenagem é o último capítulo de uma carreira cheia de vitórias”, disse seu filho, Felipe Schmidt, ao aceitar o reconhecimento em nome do pai. Em 2013, Oscar foi indicado ao Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, mesmo sem nunca jogar na NBA. Seu legado no basquete permanece vivo.

Leia também: “O fenômeno NBA no Brasil”

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4 comentários
  1. Paulo Ricardo Costa Pinto
    Paulo Ricardo Costa Pinto

    Sempre foi meu maior idolo, muito maior pra mim que Pelé, que jogava com uma plêiade de gênios quase no mesmo nivel dele. Oscar só contava com Marcel. O resto era bagre.

  2. americo-inovaebiz
    americo-inovaebiz

    O maior e melhor que o Brasil já teve na modalidade.

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