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Morre Zé Celso, aos 86 anos

Dramaturgo estava internado, depois que um incêndio atingiu o seu apartamento

Zé Celso
Nascido em 1937, Zé Celso é considerado um dos principais artistas do país | Foto: Reprodução

O dramaturgo José Celso Martinez Corrêa — conhecido como Zé Celso —, de 86 anos, morreu nesta quinta-feira, 6. Ele estava internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo, desde a manhã de terça-feira, quando um incêndio atingiu seu apartamento, no bairro Paraíso.

O estado de saúde do dramaturgo havia tido um agravamento ontem, quando desenvolveu quadro de insuficiência renal. Desde então, o quadro se agravou, sem que ele conseguisse responder ao tratamento. O diretor teve falência múltipla dos órgãos.

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Além do dramaturgo, estavam também no apartamento Marcelo Drummond, marido de Zé Celso, Ricardo Bittencourt e Victor Rosa. Os três ficaram em observação por terem inalado muita fumaça.

Homenagem

O Teatro Oficina homenageou Zé Celso nas redes sociais: “Tudo é tempo e contra-tempo! E o tempo é eterno. Eu sou uma forma vitoriosa do tempo. Nossa fênix acaba de partir para morada do sol. Amor de muito. Amor sempre”.

Zé Celso, durante encenação da peça As Bacantes, no Teatro Oficina | Foto: Divulgação

A história do dramaturgo

Nascido em 1937, Zé Celso é considerado um dos principais artistas do país, tendo se tornado um dos maiores nomes do meio a partir dos anos 1960, ao liderar o Teatro Oficina, em São Paulo.

Dramaturgo, diretor, ator e encenador, ele ficou conhecido pela maneira excêntrica e ousada de montar suas peças de teatro e provocar a plateia.

Inquieto e irreverente, o artista se destacou com suas montagens de criações coletivas. Em 1961, o grupo ganhou uma sede na Rua Jaceguai, no centro da capital paulista, e se profissionalizou, tornando-se o tradicional Teatro Oficina. Desde 1982, o teatro é tombado como patrimônio histórico. A companhia é considerada uma das mais longevas em atividade no Brasil.

Em 1964, Zé Celso levou ao palco a peça Andorra, que marcou sua transição do realismo para um teatro com uma postura mais crítica, inspirada no teatro épico do dramaturgo alemão Bertolt Brecht.

Nesse período, Zé Celso viajou para a Europa para aprofundar seus estudos sobre Brecht. Anos após sua volta, o diretor levou o texto do alemão Galileu Galilei para os palcos do Oficina.

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