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MP do Rio denuncia Marcinho VP, mulher e Oruam por lavagem de dinheiro

Investigação aponta uso de empresas e carreira musical para ocultar recursos do tráfico

oruam
Oruam é acusado de se beneficiar diretamente do esquema de tráfico | Foto: Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou nesta sexta-feira, 1º, o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VIP, a mulher dele, Márcia Gama Nepomuceno, e o filho Mauro Nepomuceno, conhecido como Oruam. A ação inclui ainda outras nove pessoas.

Os denunciados respondem por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Na quinta-feira, 30, a polícia realizou uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

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Marcinho VP está preso desde 1996 | Reprodução: X/@republiqueBRA
Segundo a investigação, Marcinho VP continua tendo grande influência na hierarquia do Comando Vermelho, mesmo preso há mais de 20 anos | Reprodução: X/@republiqueBRA

Segundo a 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada, o grupo atuava na ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas em comunidades do Rio de Janeiro.

Estrutura do esquema

De acordo com as investigações, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, mantém influência na hierarquia do Comando Vermelho, mesmo preso há mais de 20 anos. Os promotores afirmam que ele continuava a coordenar estratégias e a movimentação financeira da facção.

A denúncia atribui à mulher dele, Márcia Nepomuceno, a gestão do dinheiro. Ela recebia valores em espécie de integrantes da organização, entre eles Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, e Luciano Martianiano, o Pezão.

+ Leia também: “Polícia Civil mira família de Oruam em operação contra o CV”

Ainda segundo o Ministério Público, Márcia utilizava esses recursos para adquirir e administrar empresas, imóveis e fazendas com o objetivo de ocultar a origem ilícita do patrimônio.

Oruam aparece na denúncia como beneficiário direto do esquema. De acordo com a acusação, ele recebia valores do grupo e utilizava a carreira musical para dar aparência lícita aos recursos.

A investigação aponta que o cantor financiava viagens, festas e investimentos com dinheiro oriundo do tráfico, repassado por integrantes da facção.

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