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MST bloqueia trecho de rodovia no Tocantins

O grupo invasor exige a desapropriação de duas fazendas; uma delas com cerca de 951,7 hectares

militantes do mst
Os militantes bloquearam a passagem de veículos entre Araguatins e Augustinópolis das 5 horas até o meio-dia desta segunda-feira | Foto: Divulgação/MST

Militantes ligados ao Movimento Sem-Terra (MST) fecharam um trecho da rodovia TO-404, em Araguatins, no norte do Tocantins. O grupo invasor exige a desapropriação das fazendas Sant Hilário e Água Amarela, ambas localizadas na região do Bico do Papagaio.

Segundo o MST, cerca de 200 famílias que vivem no Acampamento Carlos Marighella desde 2013 participaram da ação.

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Elas bloquearam a passagem de veículos entre Araguatins e Augustinópolis das 5 horas até o meio-dia desta segunda-feira 8, utilizando pneus, troncos e galhos para interromper o trânsito.

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Segundo o MST, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) teria descumprido acordos prévios sobre vistorias nas áreas reivindicadas.

“O título de propriedade da Fazenda Água Amarela, com área de 951,7 hectares, já foi cancelado”, afirmou o MST em nota. “Já a Fazenda Sant Hilário possui uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Civil Ordinária-847, que valida o processo de desapropriação para Reforma Agrária.”

Ainda, de acordo com o movimento invasor, a polícia teria agido com truculência para desobstruir a rodovia.

“Policiais sem identificação usaram spray de pimenta diretamente contra os manifestantes”, informou o MST.

Incra contesta versão do MST

Por meio de nota, o Incra afirmou que já discutiu as demandas do MST em reunião realizada em agosto e reiterou o compromisso de vistoriar as áreas ainda neste mês.

“A superintendência também vem mantendo o diálogo com as famílias do acampamento, com a direção do MST e com o comandante da PM da região, buscando uma saída pacífica para a desobstrução”, declarou a superintendência do Incra no Tocantins.

O MST encerrou o bloqueio depois de representantes do Incra garantirem um encontro com os militantes, nesta terça-feira, 9, para tratar das pautas reivindicadas.

Leia também: “O ex-covarde e os Napoleões de toga”, artigo de Augusto Nunes, publicado na Edição 286 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Quem é que sustenta essa quadrilha de improdutivos. Ofereço uma carteira de trabalho para esse bando que desobstruem a rodovia rapidamente.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Um grupo que usa de violência para invadir propriedades alheias, destrói plantações, equipamentos, instalações, interdita estradas, chantageia o governo, etc., merece o nome de “movimento social” ou “grupo terrorista”?

  3. Rosângela Gomes
    Rosângela Gomes

    Cadê? Ninguém vai dar uma multa milionária e mandar prender estes terroristas? Ah, lembrei… eles tem permissão e são “apenas manifestantes”.

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