O potencial do Brasil na produção de energia limpa, que representa 84% da matriz energética nacional, é destaque na Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP27), que ocorre em Sharm El Sheikh, no Egito, até o dia 18.
“O Brasil está levando as energias verdes do país”, destacou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em entrevista à TV Brasil.
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Segundo ele, o encontro é uma oportunidade para promover o país como produtor de energia que não emite gases de efeito estufa, especialmente em um momento da crise energética mundial, instalada desde o início da guerra entre Ucrânia e Rússia.
“O momento do mundo é de discutir energia, e energia limpa. O mundo está indo em uma direção contrária ao da energia limpa. A crise energética, principalmente na Europa, está fazendo com que a Europa busque alternativas que não são energia limpa”, declarou. “O Brasil tem a capacidade de geração de energia limpa e, através dessa tecnologia nova — que é o hidrogênio verde e a amônia verde —, exportar energia limpa para o mundo”, disse Leite.
O ministro chamou a atenção para a necessidade de os países desenvolvidos alcançarem um consenso, durante o encontro, para um “financiamento robusto” em políticas ambientais.
“Nós também vamos buscar financiamentos”, disse. De acordo com Leite, em quatro anos, o governo federal instalou praticamente uma Itaipu de energia solar e isso deverá ser quintuplicado no país.
“Para a energia ser mais barata e essa nova economia verde acontecer, você precisa de financiamento em volumes relevantes, e o Brasil também busca fazer parte desse processo via financiamentos climáticos” explicou.
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