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Brasil

'O IBGE vive uma crise institucional rara', afirma Evaristo de Miranda

O instituto está sob comando de Márcio Pochmann desde 2023

Manual do Recenseador do IBGE sobre colete oficial durante preparação para o Censo Demográfico.
O IBGE produz informações sobre população, economia, território e indicadores sociais | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não vive os seus melhores dias. É o que avalia o colunista Evaristo de Miranda, em artigo publicado na Edição 234 da Revista Oeste.

“Há pouco a celebrar. O IBGE vive uma crise institucional rara”, afirma o articulista, antes de apresentar elementos que reforcem o seu posicionamento. “Desde 2023, sob a gestão de Márcio Pochmann, acumulam-se sinais de desgaste. O corpo técnico critica mudanças nos rumos administrativos, exonerações em postos-chave, criação de fundação paralela, além da contestação de metodologias e polêmicas sobre mapas institucionais.”

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Uma das exonerações é destacada no texto de Evaristo. Trata-se do caso que envolve Rebeca Palis. Servidora de carreira do órgão, ela deixou a chefia do setor de Contas Nacionais em janeiro, às vésperas da divulgação do Produto Interno Bruto do país em 2025.

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Mencionado pelo colunista, Pochmann é filiado ao Partido dos Trabalhadores. Além disso, é próximo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente Lula, durante a posse do economista Marcio Pochmann na presidência do IBGE - 18/08/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Lula, durante a posse do economista Marcio Pochmann, a quem nomeou para a presidência do IBGE — 18/8/2023 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O IBGE do mapa invertido

Os problemas do instituto não ficam restritos a questões administrativas. No artigo, Evaristo de Miranda lembra da decisão de Pochmann em divulgar um mapa-múndi invertido, com o norte virado para baixo. Na iniciativa, o Brasil aparece no centro da Terra.

“Em meio à crise administrativa e técnica, o IBGE ainda se expôs a controvérsias desnecessárias na cartografia. Divulgou um mapa-múndi invertido, com o Brasil no centro”, descreve o colunista. “Técnicos e sindicato (Assibge) rejeitaram a peça. Viram ali um afastamento das convenções cartográficas e um gesto promocional.”

A análise completa de Evaristo está presente no texto “O IBGE perdeu o norte?”. O conteúdo está disponível ao público em geral.

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1 comentário
  1. Manoel
    Manoel

    Se as pesquisas tiverem como baliza a ideologia partidaria, by by ibbge.. o fim esta proximo

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