O lockdown da elite

Em sua coluna na Edição 56 da Revista Oeste, J. R. Guzzo lembra que os governadores e prefeitos, como sempre, não levam em conta que a maioria da população brasileira é pobre
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Guzzo, sobre prefeitos e governadores: 'Quanto mais os seus métodos dão errado, mais elas insistem em continuar repetindo o que fazem'
Guzzo, sobre prefeitos e governadores: 'Quanto mais os seus métodos dão errado, mais elas insistem em continuar repetindo o que fazem' | Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

Em sua coluna na Edição 56 da Revista Oeste, J. R. Guzzo lembra que os governadores e prefeitos, como sempre, não levam em conta que a maioria da população brasileira é pobre — e precisam trabalhar, em meio à série de medidas restritivas impostas durante a pandemia de covid-19.

“Após mais de 350 mil mortos e com taxas de infecção cada vez mais altas, as ‘autoridades locais’ continuam convencidas, desesperadamente, de que o confinamento radical e o ‘fecha tudo’ são as respostas mais corretas para a covid; quanto mais os seus métodos dão errado, mais elas insistem em continuar repetindo o que fazem”, afirma Guzzo.

Leia outro trecho:

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“‘Fique em casa’? Como alguém que precisa trabalhar todos os dias para sustentar a si ou à sua família pode ‘ficar em casa’? É um dos grandes clássicos de todos os tempos em matéria de atitude elitista diante da vida: ‘Vamos adotar a regra que seja melhor para nós; fora do nosso mundinho não existe nada, nem ninguém, que possa interessar.’ É a convicção religiosa, arrogante e autoritária de quem se dá ao direito de decidir sobre a vida social no Brasil de hoje — com o apoio quase integral da mídia, das classes intelectuais e de tudo o que descreve a si próprio como “campo progressista’.

Mas as pessoas que não pertencem à elite, essa elite que já está com a vida ganha, simplesmente não podem ficar em casa: não podem, ponto-final. São obrigadas a utilizar diariamente o transporte público; só em São Paulo, e só no sistema de metrô e de trens metropolitanos, são cerca de 8 milhões de passageiros por dia. Precisam abrir seus negócios para sobreviver, para pagar aos funcionários e para pagar as verbas rescisórias quando são obrigados a demitir esses funcionários. Precisam, em resumo, ir ao trabalho — inclusive para fornecer à minoria que tem o privilégio de fazer “distanciamento social” a alimentação, os remédios, os serviços de água encanada, luz elétrica e gás de cozinha, o delivery e tudo o mais que a elite confinada precisa e deseja 24 horas por dia.”

Revista Oeste

Além do artigo de J. R. Guzzo, a Edição 56 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de Silvio Navarro, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Ubiratan Jorge Iorio, Dagomir Marquezi, Rodrigo Constantino, Gabriel de Arruda Castro, entre outros.

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3 comentários Ver comentários

  1. É divergência pra todo lado.
    O viés político determinou o rumo e a escolha que fez o prefeito e o governador.
    O cidadão comum percebeu o balaio de gato, as eleições serão expressão disso.
    O governo foi acertivo em comprar vacina e jamais abrir mão de tentar o tratamento de suporte aos que não puderam aguardar a vacina!!!
    O INFERNO AGUARDA ANSIOSAMENTE os que boicotaram os tratamentos de profilaxia e precoce.

  2. Prefeitos, governadores e a Justiça fazem de conta que o povo trabalhador não existe, ….parecem personagens do Chico Anisio tratando a população com total desprezo e arrogância, ….. Vivemos num tempo horrível, quando as decisões dos pseudo politicos de segundo escalão destroem a economia e consequentemente a vida das pessoas sem a mínima cerimônia, num projeto político de denegrir e derrubar a presidência da república, sendo que o presidente foi o único a ponderar à respeito de um equilíbrio entre as ações contra a pandemia e a necessidade de manutenção da atividade econômica e dos empregos, contra a ditadura de falsos, ou pelo menos, medíocres, auto intitulados cientistas….

  3. Os corruptos, incluindo aí os do STF, promoveram covardemente contra a população brasileira e contra a Constituição, três crimes: o primeiro quebrando a Federação Brasileira ao dar autonomia, independência e soberania a cada Estado e Munícipio, desvinculando-os do Governo Federa, o segundo foi o crime de falsidade ideológica ao forçarem o tratamento da COVID-19 não pelos médicos, mas pelos políticos e pela Justiça, e o terceiro, de assassinatos puros, com mortes provocadas diretamente pela falta de tratamento tempestivo dos contaminados com o vírus, e pela quebra da Economia!

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