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O que daria para comprar com 32 milhões de cruzados, 'herança' encontrada por irmãos no TO

O dinheiro ficou guardado até este ano; de acordo com a família, dono do montante não confiava em bancos

Cédulas de cruzados | Foto: Reprodução/Tv Anhanguera
Cédulas de cruzados | Foto: Reprodução/Tv Anhanguera

O dentista Paulo Abreu surpreendeu seus filhos ao deixar uma “herança” inesperada: 32 milhões de cruzados. Esse montante estava escondido em uma mala. Ele morreu em 2012. De acordo com os herdeiros, que residem no Tocantins, o homem não confiava no sistema bancário.

Os cruzados, moeda que circulou no Brasil entre 1986 e 1989, foram substituídos durante diversas reformas monetárias até a chegada do real, em 1994.

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A conversão desse valor para a moeda atual é complexa devido à inflação e às várias transições monetárias. Apesar disso, na época, o dinheiro era suficiente para comprar pelo menos oito casas com dois quartos, sala, cozinha e banheiro, feitas sob encomenda.

Paulo, com uma trajetória que incluía garimpo, odontologia e construção civil, era conhecido por sua economia, como relata seu filho Waloar.

“Ele era muito econômico, ele não gostava muito não [de gastar]”, disse. “Ele foi dentista por 30 anos. E aqui ele teve muitas casas. Ele só fazia uma, vendia, fazia outra, vendia. Aqui na região do centro mesmo, até hoje mora meu irmão numa casa que ele deixou.”

O dinheiro ficou guardado por anos até que, em 2024, uma reportagem sobre moedas antigas despertou o interesse de Waloar em investigar o valor numismático das cédulas.

“Estava guardado, porque não tinha validade de nada. Esses dias para cá, vim lembrar que para os colecionadores poderia ter um grande valor. Eu vi uma matéria falando sobre dinheiro e mandei a foto”, contou ele.

Família busca converter cruzados em reais

Um pote de vidro, onde parte do valor foi armazenado | Foto: Reprodução/Tv Anhanguera
Um pote de vidro onde parte do valor foi armazenado | Foto: Reprodução/Tv Anhanguera

A família busca colecionadores ou alternativas para converter o valor em reais.

“Se Deus ajudar, e ainda tiver um jeitinho no banco de fazer a transformação dele, dava para a gente começar uma nova vida”, disse. Contudo, André Luiz Padilha, do Clube Numismático do Rio de Janeiro, acredita que as notas desgastadas têm pouco valor.

“O fato de terem encontrado as cédulas dobradas, já todas unidas, com manchas, marcas, dobras, e por serem cédulas que tiveram uma grande produção, uma grande impressão, elas têm um valor numismático já muito baixo comparado às cédulas muito novas”, explicou. “Então, as cédulas gastas já não têm mais valor nenhum.”

A numismática, o estudo das moedas, pode trazer retornos significativos para peças raras. Em 2023, Valdomiro Costa, de Conceição do Tocantins, encontrou 206 moedas coloniais com um detector de metais, incluindo uma rara de 960 réis.

Essas moedas, datadas de 1816, foram armazenadas em um banco enquanto Valdomiro buscava orientação. Essa história demonstra o potencial valor histórico e econômico que moedas antigas ainda podem ter, apesar das dificuldades.

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1 comentário
  1. FORA LULA
    FORA LULA

    pois é… as novas gerações nem imaginam o terror que foi uma certa manhã de março quando uma senhora com os dentes da frente separados anunciou em rede nacional que todas as economias depositadas nos bancos estava indisponível como forma de ajudar o país… vi gente próxima que cometeu suicídio, famílias arrastadas para a condição de pobreza de um dia para outro, tudo isso com o “pudê” de uma canetada (e o país piorou). recentemente num espetáculo midiático, vi a stazi petista divulgar pequenos montes de Reais, aparentemente equivalentes a 72k como se fosse produto de desvio, e então surge uma senhora mencionando o medo de confiar num banco novamente. pois é.. o “caçador de marajás” prejudicou e traumatizou muita gente. fico imaginando se ele pensa nisso quando dirigi uma de suas Ferrari.

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