Depois de uma operação policial que resultou em 20 mortos no Rio de Janeiro, a falta de apoio federal voltou ao centro das críticas do governo estadual. O governador Cláudio Castro (PL-RJ) afirmou que o Estado enfrenta sozinho o crime organizado e reforçou a necessidade de atuação conjunta entre as forças estaduais e federais para combater facções criminosas.
A ação mobilizou mais de 2,5 mil agentes de segurança e teve como alvo lideranças do Comando Vermelho, inclusive integrantes de outros Estados. O Ministério Público do Rio de Janeiro atuou na investigação.
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Entre os mortos, estão membros da facção e civis. O saldo da operação inclui nove feridos, sendo seis agentes e três moradores, conforme dados do governo do Estado.
Impacto na rotina do Rio de Janeiro

O impacto da operação atingiu também a rotina da cidade: 29 escolas no Complexo do Alemão e 17 no Complexo da Penha suspenderam atividades, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Unidades de saúde nas regiões afetadas também interromperam os atendimentos durante a ação policial.
Castro criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva por não atender aos pedidos de envio de veículos blindados para o Rio e relembrou que uma proposta de emenda constitucional, que prevê integração das polícias, aguarda análise no Congresso. “Espero que sirva de exemplo que a gente precisa dessa integração”, disse Castro, segundo o UOL.
Cobrança por integração entre governos
O governador também rebateu decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiram operações policiais durante a pandemia, responsabilizando o tribunal e partidos de esquerda pelo fortalecimento do Comando Vermelho.
A chamada ADPF das Favelas, apresentada pelo PSB em 2019, buscou reduzir a letalidade policial e impôs regras para as operações, exigindo justificativas ao Ministério Público.
Mesmo com as limitações impostas pelo STF, o Estado não cessou as operações. Em abril, o Supremo finalizou o julgamento da ação e determinou novas diretrizes para as intervenções policiais no Rio.
“Estamos excedendo nossas competências, mas continuaremos excedendo na nossa missão de servir e proteger o nosso povo”, afirmou Cláudio Castro;
O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, defendeu uma ação integrada entre os diferentes níveis de governo.
“Sozinho, ninguém resolve”, disse. “Não há plano mágico. O enfrentamento precisa envolver município, Estado e União. […] O Estado tem atuado praticamente sozinho há anos; é fundamental que os três entes se reúnam, deixem ideologias de lado e ouçam quem está na linha de frente da segurança pública — os técnicos da área”.
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Lewandowisky vai criminalizar esse policiais que cancelaram esses CPF.
E os aliados oficiais dos criminosos? Deveriam ser presos. Garanto que Bukele daria jeito no Rio.