O solstício de inverno

Fenômeno astronômico marca o início da estação
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Os dias ficam mais curtos no começo do inverno
Os dias ficam mais curtos no começo do inverno | Foto: Mi Suzuki/Shutterstock

Vivemos os dias mais curtos do ano. Hoje, 21 de junho, ocorre o solstício de inverno. No Hemisfério Sul é a noite mais longa do ano. E o dia mais curto. O solstício é determinado pelo cosmos, um fenômeno astronômico. Dada a inclinação do eixo rotacional terrestre, o sol nunca nasce nem se põe exatamente no mesmo local. Ele está em permanente deslocamento. O sol nasce sempre a leste, mas cada vez mais em direção ao norte, durante o outono. Em dado momento, o sol para nesse movimento aparente. Ele estaciona, sol sistere, não se mexe. O sol estaciona no solstício, e marca o início do inverno. No dia seguinte, ele começa a “voltar”, em sentido oposto, em direção ao sul. Esse evento cósmico é observável em todo o planeta.

No dia 21 de junho, o sol está com um deslocamento máximo ao norte. Da varanda da casa ou da janela do apartamento, marque o local onde o sol surge ou desaparece no horizonte. Pode ser na véspera ou mesmo um dia depois do solstício. É a marcação do sol dos agricultores. Depois compare, em dezembro, por exemplo, onde ele andará. Uma diferença enorme, imperceptível no dia a dia. Esse ciclo celeste do caminhar do sol dá para ver “da janela lateral”. Basta contemplar.

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No solstício de inverno, a projeção do caminho do sol, no chão, sobre a Terra, “traça” o Trópico de Câncer, a 23 graus e 27 minutos de Latitude Norte. Os raios solares incidem perpendicularmente sobre o Trópico de Câncer. O sol passará a pino sobre Taiwan (onde há um belo monumento ao Trópico de Câncer), China, Índia, Emirados Árabes, Egito, Líbia, Argélia, Bahamas, sul dos EUA e México. No Brasil, ao contrário, ele estará bem baixo na abóbada celeste. Ao meio-dia, pessoas, edifícios e postes projetarão as sombras mais longas do ano, em direção ao sul. O sol penetrará pelas janelas voltadas à face norte. Seus raios iluminarão ao máximo o interior das casas.

Para os antigos gregos, a beleza dos céus estava na precisão matemática dos ciclos celestes. Cosmos = beleza, como na palavra cosmética. Na agricultura, as principais colheitas (soja, milho, laranja, arroz, algodão…) já ocorreram. Mais de 270 milhões de toneladas de grãos. É tempo de entressafra. Com a passagem do solstício de inverno, a luz retorna. Inexoravelmente. Os dias durarão cada vez mais. Essa vitória progressiva da luz — comemorada nas festas e fogueiras juninas — convida todos, no campo e na cidade, a se prepararem para o futuro plantio, para serem fecundos, crescerem e darem muitos frutos, como no chamado do início da Criação (Gn 1,28).

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8 comentários Ver comentários

  1. Fantástico esses fenômenos, reparei em minha casa as janelas dos quartos foram projetadas para o norte e realmente a luz penetra nos quartos com força, o dia está lindo também e o clima ameno. Obrigado ao criador!

  2. O Dr Evaristo nos lembra a beleza das regras do Cosmos, sua influência nas civilizações e o legado maravilhoso de Amor do Criador para a humanidade.

  3. Na verdade hoje estamos na metade do inverno, ou seja a noite mais longa do ano aqui no hemisfério sul. A partir de amanhã os dias passam a aumentar e as noites começam a ficar mais curtas.
    As quatro estações foram definidas para englobar os 2 solstícios e os 2 equinócios da órbita terrestre, já o afélio e o periélio ocorrem cerca de 14 dias após os solstícios.

  4. Já o Equinócio significa noites iguais e acontece no início da primavera em 21 de setembro e no início do outono em 21 de março. Nesses dias as noites e os dias são iguais, tanto no hemisfério sul quanto no hemisfério norte, e o sol passa sobre a linha do Equador!

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