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Obra do metrô desaba e abre cratera na Marginal Tietê (SP)

Trajeto no sentido Rodovia Ayrton Senna está totalmente interditado; congestionamento chega a 10 quilômetros
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Obra do metrô ao lado da Marginal Tietê, em São Paulo
Obra do metrô ao lado da Marginal Tietê, em São Paulo | Foto: Reprodução/Record TV

Na manhã desta terça-feira, 1°, abriu-se uma cratera ao lado da obra do Metrô da Linha 6-Laranja, na Marginal do Tietê, na altura da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo.

O desmoronamento ocorreu por volta das 9 horas, antes da Ponte do Piqueri, no sentido da Rodovia Ayrton Senna, ao lado de um poço cavado pelo “tatuzão” — máquina utilizada na escavação de túneis.

De acordo com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, uma adutora ou tubulação de esgoto foi rompida durante as obras no poço de ventilação, provocando o desmoronamento.

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O Corpo de Bombeiros informou ainda que a escavação atingiu um meio de transporte de fluidos, ocasionando a inundação no túnel. Todos os trabalhadores conseguiram sair, e dois que tiveram contato com a água contaminada foram socorridos por precaução, comunicaram as autoridades.

A concessionária responsável pelas obras afirmou que está apurando o caso.

Manhã de caos na Marginal do Tietê

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que as pistas local e central, no sentido Rodovia Ayrton Senna da Marginal do Tietê, estão totalmente interditadas. A expressa foi liberada no final da manhã.

Agentes de campo da CET estão no local orientando os condutores. A CET pede que os motoristas evitem a Marginal do Tietê e as vias da região.

Às 10h30 desta terça-feira, as pistas local e expressa da Tietê, no sentido Ayrton Senna, tinham quase 10 quilômetros de lentidão, da Rodovia Castello Branco à Ponte da Freguesia do Ó.

O motorista também enfrenta lentidão no sentido contrário, em direção à Rodovia Castello Branco.

Estado determina apuração

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que pediu à concessionária as investigações das causas do acidente.

“Determinei apuração imediata das causas e elaboração de plano da concessionária responsável pela obra, junto à prefeitura da capital, para normalização do tráfego da marginal rapidamente. E que as obras possam ser reiniciadas, com segurança, o mais breve possível”, escreveu, em uma publicação nas redes sociais.

 

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14 comentários Ver comentários

  1. Bozzo debochado se até dos mortos pela covid ele debocha quiçá desse incidente, mas, a sua hora vai chegar bozonero e seus mitomanos e vamos debochar de você também, quem ri por último, ri melhor kkkkkk

  2. Interessante. Quando parte do viaduto desabou em 2018 na Marginal Pinheiros, ficamos sabendo que a Prefeitura não tinha documentado os projetos de todas as pontes na cidade. Se me recordo, são 189.
    Agora, sabemos que a Secretaria não solicitou à SABESP (provavelmente também à COMGAS), o mapa das edificações subterrâneas da cidade.
    Parabéns aos envolvidos.

  3. O ITI 7 interceptor que direciona todo esgoto da região central de Sampa desde o Glicério, Anhangabaú/Paulista lado central cedeu em virtude do solo/obras.
    É MUITO esgoto!

  4. Não sou paulistano, então não conheço o local mas pelo visto o que o operário disse, o nível do metrô está abaixo do rio Tietê então está parecendo que a parede do túnel não suportou a pressão e abriu um rombo que, pelo visto, irá inundar toda a obra até que o nível das águas se igualem. Resultado dessa merda toda: Vão ter trabalho por muito tempo aí e trabalho pesado, pelo visto, terão que abrir um fosso pelo lado de fora da parede do túnel e de alguma forma, isolar todo esse esgoto para fazer esse reparo complicado aí.

  5. Não tem mapas das tubulações em São Paulo?
    Campanha do dória PSDB vasa esgoto.
    Até obra que o dória pensava em ganhar votos tá dando para trás.
    Que fase em Dória psdb!

  6. Gestão, gestão, gestão + ciência, ciência, ciência…
    Aparentemente, os gerenciadores do tatuzão ou não tinham mapas dos subterrâneos ou, ainda pior, tinham, mas não usaram da aritmética básica para fazer continhas ‘de mais’ para se contarem os metros de profundidade abaixo da canalização dos tais ´fluidos`.

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