Pai de denunciado na Lava Jato determina julgamento de juiz da Lava Jato

Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, figura nas investigações da operação desde janeiro deste ano
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Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, figura nas investigações da operação desde janeiro deste ano

Marcelo Bretas
Marcelo Bretas
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O juiz Marcelo Bretas, que participa da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, será julgado na próxima semana. O processo foi instaurado em maio deste ano por determinação do ministro Humberto Martins, então corregedor nacional de Justiça e atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Detalhe: ele é pai de Eduardo Martins, advogado que está sendo investigado pela mesma Lava Jato.

Martins, o filho, é acusado pela força-tarefa de ter recebido R$ 40 milhões para tentar influenciar a corte presidida pelo pai. A denúncia é feita com base em documentos apreendidos na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomercio) do Rio de Janeiro e no depoimento de Orlando Diniz — ex-presidente da instituição.

Em delação premiada, o ex-dirigente confessou ter pago a quantia ao advogado através de contratos com a Fecomercio. Os procuradores acreditam que esses pagamentos tenham sido para “influenciar atos praticados por magistrados do Superior Tribunal de Justiça”. Na última quarta-feira, 9, o escritório de Eduardo Martins foi alvo de um mandado de busca e apreensão executado pela Lava Jato.

Bretas, por sua vez, responde a processo disciplinar por ter participado de dois eventos públicos com o presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do capital fluminense, Marcelo Crivella, em fevereiro deste ano.

O primeiro foi a inauguração de uma alça da ponte Rio-Niterói, e o segundo, uma comemoração evangélica na praia. A acusação foi feita a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil com o argumento de que ele teria se envolvido em “atos de caráter político-partidário”, ação vedada por lei aos magistrados. Em sua defesa, o juiz afirma que os eventos eram públicos e sem conotação política.

Pai e filho aparecem nas delações desde janeiro

Tanto o nome do pai quanto o do filho apareceram nas investigações da Lava Jato em janeiro, no depoimento dado por Léo Pinheiro, da construtora OAS. O empreiteiro confirmou ter pago R$ 1 milhão ao filho para que um processo movido contra sua empresa fosse atrasado pelo pai. Segundo Pinheiro, houve ainda o pedido de um valor dez vezes maior para que uma decisão desfavorável fosse revertida. “Eduardo Martins me solicitou a importância de 10 milhões para reverter um processo desfavorável à empresa”, disse o empresário.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) emitiu nota em que garante que o julgamento de Bretas não é uma retaliação feita pelo ministro Martins: “Sua inclusão em pauta foi realizada no dia 2 do mesmo mês e a intimação das partes foi efetuada no dia 4, portanto antes da deflagração da operação da PF. Como é de conhecimento público, o procedimento administrativo que tem por sujeito o juiz federal Marcelo Bretas visa a apuração de conduta do magistrado e foi iniciado em fevereiro, a partir de representação encaminhada à Corregedoria Nacional de Justiça, por iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)”.

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27 comments

  1. É incompreensível que o próprio não peça para sair depois de tantas delações e comprovações. Mais uma vez comprova falta de caráter.

  2. Não dá para aguentar esses canalhas de toga e seus filhinhos e esposas protegidos advogando nos tribunais. E a dona oab calada. Que lixo de judiciário.

  3. Juízes como Bretas e outros, procuradores como Dallagnol e outros precisam se candidatar à câmara federal e senado. É ali que as coisa acontecem. É ali que estamos precisando urgentemente de pessoas de bem.

  4. O filho de terrorista, comunista vagabundo e salafrário, só vai “sossegar” no dia em que for removido dessa b…. que é a OAB, entidade que não tem o respeito de mais de 90% dos advogados brasileiros.

  5. Orgulho de ser BRASILEIRO, Mineiro da querida Diamantina, afilhado de JK. Ô Bretas, grande Dalagnol , sobrarão vagas – se o senado federal não acabar antes, com o descrédito de Anastasia e Rodrigo Pacheco. Venham como a Dilma, se candidatarem por MG para o senado federal. Confirmamos em 18 o “golpe nos brasileiros” acabando com a carreira bandida da Anta. Mas vcs 2? Tamos juntos com quem quer acabar de vez com o lulopetismo.

  6. Há uns quarenta anos ou mais, havia em BH, um popular comentarista esportivo, o Cafunga que já dizia naquela linguagem simples típica desse pessoal: “Aqui no Brasil, o errado é o certo e o certo é o errado.” Algo assim, não me lembro mais, exatamente como dizia. Pois bem, olhem isso daí e muitas outras coisas mais, inumeráveis por sinal. O bandido julgando o juiz…

  7. A população está ao lado de Bretas, toda e qualquer artimanha dos criminosos implicam em afastar, por qualquer motivo, a área de atuação dos bons cidadãos.
    A nós pouco importa onde Bretas vai ou deixa de ir, o que nos interessa é que a sua função de Juiz seja exercida com o respeito e o rigor requerido pelo povo que lhe paga os salários.

  8. “Bretas, por sua vez, responde a processo disciplinar por ter participado de dois eventos públicos com o presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do capital fluminense, Eduardo Paes, em fevereiro deste ano.” O prefeito a que o texto se refere não era Eduardo Paes, mas sim Marcelo Crivella.

  9. “Bretas, por sua vez, responde a processo disciplinar por ter participado de dois eventos públicos com o presidente Jair Bolsonaro e o prefeito do capital fluminense, Eduardo Paes, em fevereiro deste ano”.
    Corrija o texto acima. O prefeito é o Crivella e não Eduardo Paes.

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