Pandemia: 99,3% das escolas suspenderam aulas presenciais, segundo Inep

Dados da pesquisa serão utilizados para criar políticas educacionais
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Ensino híbrido (realização concomitante de atividades presenciais e não presenciais): adotado por 21,9% das escolas privadas e 4% das escolas da rede pública
Ensino híbrido (realização concomitante de atividades presenciais e não presenciais): adotado por 21,9% das escolas privadas e 4% das escolas da rede pública | Foto: Divulgação/MCTIC

Segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 99,3% das escolas brasileiras suspenderam as atividades presenciais durante a pandemia de covid-19, sendo que pouco mais de 53% das escolas públicas e cerca de 70% do ensino privado conseguiram manter o calendário letivo previsto para 2020. De acordo com a pesquisa, o país teve, em média, 279 dias de suspensão de atividades presenciais durante o ano letivo de 2020, considerando escolas públicas e privadas [veja mais detalhes abaixo].

De acordo com o estudo, 72,8% das escolas estaduais e 31,9% das municipais implementaram aulas ao vivo. Em 2.142 cidades, nenhuma escola municipal adotou essa medida; já em 592 cidades, todas as escolas da rede municipal fizeram uso desse meio. Das escolas privadas, 21,9% retornaram às aulas com o chamado “ensino híbrido” (realização concomitante de atividades presenciais e não presenciais), enquanto 4% das escolas da rede pública adotaram a medida. Ao todo, 28,1% das escolas públicas e 19,5% das privadas planejaram realizar a complementação curricular ampliando a jornada escolar no ano letivo de 2021.

O levantamento Resposta Educacional à Pandemia de Covid-19 no Brasil foi realizado entre fevereiro e maio de 2021, junto com a segunda etapa do Censo Escolar 2020. Somadas a rede pública e a privada, 94% das escolas brasileiras responderam ao questionário. Segundo o Inep, os dados sobre os impactos e as respostas educacionais decorrentes da pandemia de covid-19 serão fundamentais para compreender suas consequências no sistema educacional brasileiro. “Os resultados, de caráter censitário, podem auxiliar o Ministério de Educação e os secretários estaduais e municipais de ensino na tomada assertiva de decisões”, afirma Danilo Dupas, presidente do instituto.

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Contexto internacional

Segundo a pesquisa do Inep, o Brasil teve, em média, 279 dias de suspensão de atividades presenciais durante o ano letivo de 2020, considerando as escolas dos ensinos público e privado. Dados do monitoramento global do fechamento de escolas causado pelo coronavírus, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostram que, entre 11 de março de 2020 e 2 de fevereiro de 2021, Chile e Argentina registraram 199 dias sem atividades presenciais. No México, foram 180 dias de aulas presenciais suspensas e, no Canadá, 163. França e Portugal tiveram suspensões de 43 e 67 dias, respectivamente.

Leia também: “Pobres para sempre”, artigo de J. R. Guzzo publicado na edição nº 68 da Revista Oeste

Com informações da Agência Brasil

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