Pobres para sempre

Manter as escolas fechadas é um crime social inédito na sua extensão, na sua violência e nos seus efeitos contra vítimas que não podem, e nunca puderam, se defender

Cabe à autoridade pública, em condições normais de temperatura e pressão, interromper a prática de um crime todas as vezes que esse crime estiver sendo praticado à sua vista, e à vista de todos. É o que manda a lei; é para isso, entre outras coisas, que a autoridade é paga, desfruta de licença-prêmio e tem aposentadoria com salário integral. Mas no Brasil da covid não é assim que funciona. Em primeiro lugar, os que cobram os seus impostos e, ao mesmo tempo, ganham o direito de mandar na sua vida não acham que o crime é crime. Ao contrário, acham que é virtude; deve ser praticado, e não interrompido. Em seguida, quando são forçados a perceber a calamidade que estão fazendo, não se mexem. Quando se mexem, enfim, é para anunciar que vão tentar — ou, pelo menos, que alguém vai tentar — fazer alguma coisa a respeito. Mas não agora; em setembro, se for possível. Até lá, o crime vai continuar sendo praticado e os criminosos vão continuar apitando o jogo.

As crianças e jovens de São Paulo, o maior, mais importante e mais rico Estado do Brasil, estão sem aulas desde março do ano passado; no momento, caminham para o segundo ano letivo perdido. Isso mesmo: dois anos seguidos sem escola, ou com uma mentira chamada “ensino a distância”, coisa sem paralelo em qualquer país civilizado do mundo — onde, ao contrário, manter as escolas abertas foi uma prioridade dos governos desde os primeiros casos de covid. É um crime social inédito na sua extensão, na sua violência e nos seus efeitos contra vítimas que não podem, e nunca puderam, se defender. São aqueles que precisam mais desesperadamente ir às aulas — as crianças pobres cuja única chance de sair da casinha à beira do Rodoanel e conseguir algum trabalho mais compensador, uma renda melhor e uma vida menos sofrida que a dos seus pais é ir todos os dias à escola e adquirir o máximo de conhecimento que for possível. Foram roubados de algo que não poderá mais ser devolvido.

O ensino “a distância”, “on-line”, virtual e outros disparates não prejudicou a todos por igual

O crime continuado que mantém as escolas com as suas salas vazias é obra de responsabilidade direta, em São Paulo, do consórcio que se formou entre o sindicato dos professores, de um lado, e o “Centro de Contingência” montado pelo governo estadual e povoado por “cientistas”, médicos e burocratas, de outro. (No resto do Brasil, os autores são comissariados equivalentes criados pelas “autoridades locais”.) Juntos, e com o apoio integral de magistrados que há mais de um ano não vão ao fórum para dar um único despacho, sequestraram dois anos da vida útil de milhões de crianças — o que não aprenderam agora não poderá mais ser aprendido, não sem prejuízo do que terão de aprender no futuro. Os “cientistas” e médicos que gostam mais do Diário Oficial do que do microscópio ou da sala de cirurgia dizem, como o sindicato, que haverá “reposição” das aulas perdidas. De que jeito? Não foi dada até agora uma única explicação decente e respeito de como essa “reposição” seria feita na vida real. Não é possível, simplesmente, dar mais tarde as aulas que não foram dadas agora — a recuperação terá de deixar de lado o currículo e socar em um ano, ou menos, o que deveria ter sido aprendido em dois, ou mais.

É um desses escândalos silenciosos tão a gosto dos intelectuais, da elite e das classes “progressistas” do Brasil — sempre prontas a sacrificar tudo pela “igualdade”, desde que isso não interfira em seu estilo de vida e os sacrifícios, na prática, sejam feitos pela pobrada cuja sorte dizem lamentar. Num país já arruinado com as desgraças de uma concentração de renda estúpida, injustiças sociais especialmente grosseiras e diferenças de oportunidade que transformam a democracia brasileira numa piada gigante, o consórcio de “cientistas”, médicos e sindicato dos professores pensou e agiu unicamente em defesa dos próprios interesses e pontos de vista políticos. E as crianças, em cuja saúde se declaravam tão interessados? As crianças — ou melhor, as crianças pobres — que vão para o diabo que as carregue. O ensino “a distância”, “on-line”, virtual, não-“presencial” e outros disparates não prejudicou a todos por igual. Prejudicou justamente quem menos podia ser prejudicado.

Os alunos do Dante Alighieri, e de todos esses colégios onde estudaram as autoridades locais e nos quais as anuidades podem passar dos 100.000 reais, vão sobreviver. O ensino via computador, para eles, foi feito com equipamento top de linha, internet de banda larga, professores particulares e outras amenidades que o dinheiro dos pais pode pagar. A perda, para todos eles, será menor. Para a molecada da Vila Quaquá, a história tem sido outra. Se muitos (a maioria?) não têm nem o computador, que raio de ensino “eletrônico” podem ter? Além de perderem as aulas, perderam até a merenda — para muita gente, a principal refeição do dia. Seu desempenho nas avaliações vai desabar. É esperado que uma parte considerável deles todos simplesmente não volte nunca mais à escola — vai ser, aí, o prejuízo com perda total.

O importante, para o Brasil da covid, é acompanhar o que o senador Renan Calheiros vai revelar amanhã na CPI

Como uma agressão tão perversa aos direitos mais elementares da população pobre, algo sem igual na história da injustiça no Brasil, tem sido tolerada com tão poucos escrúpulos pelos que mandam no país — e pela aristocracia de Terceiro Mundo que vive à sua volta? Eis aí, mais uma vez, o Brasil mostrando a sua cara — a sua cara como ela é, hipócrita, egoísta e insensível, e não como aparece no palavrório dos políticos, no circo da CPI ou no noticiário da mídia. Este é o Brasil onde uma categoria profissional inteira, a dos professores da rede pública de ensino, deu e pretende continuar dando um espetáculo mundial de covardia — na Europa civilizada e igualitária que tanto admiram na hora de fazer seus discursos na sala de aula, as escolas praticamente não fecharam. Pior: há mais de um ano estão se aproveitando de uma tragédia inédita para tirar proveito pessoal e obter vantagens políticas. Fazem exigências com caráter de chantagem — como a de serem vacinados integralmente, seja qual for a sua idade, e como se fossem melhores ou mais importantes que todos os outros brasileiros que também prestam serviços essenciais. Tem sido um tempo de triunfo da falsidade — como o argumento de que não poderiam voltar a dar aulas porque um professor morreu de covid. Nunca mencionaram que a vítima não pegou a doença na escola, pois não havia escola.

Não são apenas os professores que estão fazendo essas coisas, é claro. Para começar, coloquem na mesma conta a maior parte dos funcionários públicos — e os seus assemelhados. Há os pais que não querem que seus filhos vão à escola porque estão com medo de que tragam o vírus para casa. Fingem que estão pensando “nas crianças” — que não pegam covid. Estão pensando em si próprios, isto sim. Há de tudo. Mas os professores são um caso à parte. Numa sociedade tão doente como a do Brasil atual, a única porta de saída efetiva para a pobreza é a melhoria da educação pública — não as “bolsas família” e outros programas de esmola inventados pelos governos. Há mais de um ano, com o “cancelamento” das escolas, o país faz exatamente o contrário. “O aluno não está aprendendo o que aprenderia na escola, é preciso deixar isso claro”, diz o secretário da Educação do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, um dos mais persistentes e corajosos advogados da volta às aulas em todo o Brasil. O fechamento das escolas, que ele quer terminar em setembro, é um atraso fatal, na sua opinião. “Isso é aumento da desigualdade direto na veia”, disse Soares dias atrás numa entrevista a O Estado de S. Paulo. “O discurso de ‘não voltar’ está prejudicando o aluno da rede pública, o que mais precisa de escola. Acho que as próximas avaliações nacionais vão ser um desastre; vai ficar muito claro o tamanho do buraco. Para começar a recuperar, vamos ter de ensinar em um ano a matéria de dois ou três.”

Mas e daí — quem é que está ligando para isso? Não a elite que governa e faz questão de pensar por todos. As crianças e adolescentes que perderam e vão continuar perdendo a sua única e estreita oportunidade de escapar da pobreza não fazem parte das suas preocupações. Essa gente invisível, sob a indiferença mais completa das classes intelectuais e iluminadas, está toda condenada desde hoje, em consequência do ensino que lhe foi roubado, a levar a vida inteira com os piores empregos, os salários mais baixos, as tarefas mais cansativas, monótonas e desmotivadoras, o trabalho duro, repetitivo e manual. Terão baixo acesso ao consumo — vão continuar comprando os produtos de pior qualidade, mais obsoletos e mais baratos. Não terão uma carreira, nem uma casa confortável, nem SUV, nem nada disso que aparece nos comerciais de televisão — em que todas as coisas caras e certas, como por milagre, são lindamente disponíveis para todos, e os brasileiros negros são ricos, chiques e felizes. Os brasileiros de verdade não vão ter vez, como não tiveram na tragédia das escolas fechadas. Eles não têm voz, não aparecem na imprensa, jamais foram vistos por um publicitário e ninguém nem sabe como eles se chamam. Não dão entrevistas nas páginas que promovem a igualdade. Ninguém fala por eles. Em suma: não existem. O importante, para o Brasil da covid, é acompanhar o que o senador Renan Calheiros vai revelar amanhã na CPI, na luta comum da elite para “salvar vidas”. Infelizmente, não vão salvar a vida de quem precisa ser salvo — os jovens que estão recebendo hoje a confirmação de sua sentença de pobreza vitalícia.

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58 comentários

  1. As palavras mais sábias que ouvi nos últimos tempos. Uma tristeza enorme em ver a hipocrisia da parte da sociedade que decide os destinos do país.

    1. Excelente abordagem, Guzzo.

      Em 2017, o Insper publicou estudo aterrador.

      [  ] 10,5 milhões de jovens de 15 a 17. Destes, 1,3 milhões estavam fora da Escola (13%)
      [  ] Entre os que estavam na escola, 32% não tinham iniciado o ensino médio
      [  ] E dos jovens de 18 anos, 41% não tinham terminado o ensino médio
      [  ] Existe um custo individual e social em não frequentar a Escola
      [  ] Custo Individual:
      [  ] + Educação = + Emprego e Renda
      [  ] + Educação = – Crimes e Violência
      [  ] + Educação = + Saúde
      [  ] Custo Social
      [  ] Emprego e Renda: cada jovem sem emprego custo R$ 49 mil ao País (perda de salário e produtividade)
      [  ] Crime e Violência: R$ 18 mil (despesas com polícia, justiça e prisões)
      [  ] Saúde: R$ 28 mil (gastos com hospitais, médicos e falta no trabalho)
      R$ 95 mil por jovem X 1,3 milhões = 124 bilhões, apenas pela evasão Escolar

      Fonte: https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/em-1-ano-evasao-escolar-gera-perda-de-r-214-bilhoes/

      1. O Inaper manteve seus campis de ensino abertos durante a pandemia? Ou, simplesmente, aderiu as aulas onlines?

    2. Excelente texto. Diante da inércia do Judiciário e Ministério Público, as consequências da irresponsabilidade dos governantes, burocratas e professores sindicalizados serão trágicas.

  2. É de dar “dor de dente”de tanta raiva!!!

    1. Ricardo Luiz, na sua humilde opinião, o que podemos fazer?

      1. Voltar às aulas ontem. Processar os líderes sindicais e da APEOESP. Suspender as férias de final de ano e do ano que vem.

      2. Resposta óbvia: os pais e os estudantes exigirem o retorno das aulas presenciais, e os professores lecionarem presencialmente.

  3. Mais um artigo precioso, escancarando a verdade. Realmente uma tristeza o que está sendo feito com as crianças. Além do desastre no aspecto do ensino, as consequências psicológicas serão irreversíveis em todas as classes sociais. Transtornos de ansiedade e depressão que já eram alarmantes estão piorando em toda a população de crianças e jovens.

    1. Alexandre, na sua humilde opinião, o que podemos fazer?

      1. O espaço de comentários é para o debate saudável de ideias, nao para babaquices,
        entendeu BABACA.

  4. Excelente análise, coerente do início ao fim.
    O que não tem coerência é o funcionário público que não quer ir trabalhar mas exige o serviço público de saúde funcionando. É de uma incoerência gritante.
    A enfermeira pobre precisa ir trabalhar no meio dos doentes, entretanto as suas crianças não podem ir à escola porque os professores tem medo.
    Porque a vida dos profissionais de saúde não tem o mesmo valor dos da educação?
    O trabalho de ambos pode salvar vidas de formas distintas.

  5. Artigo mais lúcido impossível, parabéns GUZZO por nos brindar com um texto esclarecedor e de excelência para seus assinantes.Vamos apenas pensar nas crianças que precisariam serem alfabetizadas, catástrofe total.A de quase todos os países iniciam a real alfabetização na faixa da alfabetização entre os sete anos de idade, não é porque é bacana não,exitem estudos que indicam que por volta dessa faixa etária seu sistema cognitivo está mais apto para essas funções.Aprendem rápido e conseguem aprender as operações básicas de matemática.Nossa educação pública dos anos fundamentais,foram para o brejo.Como ensinar português e matemática on LINE para crianças que sequer sabem o alfabeto?essa é uma das piores maldades cometidas pelos ditadores da pandemia.Nao se recupera.

    1. Teresa, na sua humilde opinião, o que podemos fazer?

      1. Humilde o escambau. Minha opinião é fundamentada em princípios e valores que fogem de sua mundana compreensão.

      2. Carlos Coutinho,na minha humilde opinião,os alunos deveriam voltar para as salas de aula.A educação em nosso PAÍS recebe uma ,verba boa,parece que é e segundo setor que mais recebe recursos,mas é extremamente mal gerenciado.O dinheiro não chega de forma eficaz no no primeiro grau.Precisamos de bons professores,plano de carreira para quem realmente quer se dedicar a um ensino de qualidade na educação pública.O conhecimento move um país, é fundamental.Como podemos aceitar uma criança de dez anos que não sabe ler, escrever e não consegue realizar as operações básicas de matemática? Sempre serão pobres.

      3. Suspender o salário dos funcionários públicos que rapidinho eles voltam a trabalhar. Pq eu estou me arriscando a pegar o vírus indo trabalhar pra pagar o salário deles e eles simplesmente não querem voltar ao trabalho? Chega de sustentar vagabundos

      4. Sem dúvida, Teresa. Mas, vejo o controle desse problema (sério e fundamental) como uma medida que requer tempo e conjuntura. Digo isso, pois me preocupo muito quanto ao quadro de letargia da população, e sem mobilizações contundentes, preferencialmente dirigidas a um ministro do STF (pra começar), faço uma leitura pouco esperançosa. Afinal, eles continuarão encastelados e oferecendo proteção a um Congresso que, por sua vez, continuará adotando medidas contra o povo (quando o próprio STF já não se encarrega disso diretamente), incluindo o aumento do fundo eleitoral, que inquestionavelmente drena socorro educacional.

        Portanto, entendo que precisaríamos reduzir o tempo de reação e assumir uma postura mais ofensiva no sentido de garantir justamente a conjuntura favorável para implementação de políticas educacionais efetivas. Além disso, acredito que seria uma mensagem de força para o nosso presidente que não deveria ocupar constantemente uma posição de protagonismo, de modo a blindá-lo de ataques desnecessários, e mostrar quem está, de fato, no controle.

        O problema, ao meu ver, é que o aumento da intensidade de manifestações em favor do voto impresso ou abertamente contra um togado específico do STF, nos moldes necessários para verdadeiramente impressionar e fazê-los reconhecer sua insignificância, requer o apoio e convocação a partir de alguma figura pública com respaldo. Infelizmente, tenho observado que não há interesse em fazê-lo, e temo por um resultado como nos EUA, onde os esforços de apoio não trouxeram vozes altas o suficiente, por tempo suficiente, e a insatisfação com o desfecho acabou ainda sendo usada contra os inconformados (o episódio do Capitólio).

        Quais são suas considerações a esse respeito?

  6. O crime compensa. Quanto mais ignorantes, maior o número de eleitores do establishment. Ops, esqueci, agora quem decide eleição é a runa eletrônica.

  7. Vergonha, canalhice e covardia o que desfizeram pela educação pública brasileira.

  8. Estranho as escolas particulares funcionarem normalmente com todos os protocolos de segurança e nenhum caso do vírus chinês detectado. Houve 1 caso, onde uma turma ficou em regime remoto por duas semanas, voltando logo a seguir à normalidade.
    Enquanto os professores das escolas públicas lutam pelos seus direitos, esquecem-se do dever de zelar pela redução das desigualdades sociais, possível somente pela educação de qualidade.
    Aliás, entenda-se educação e inclusão social, não um monte de dizeres e motes repetidos aos ventos por mulas sem cabeça e “intelectuais”, mas o ensino de educação financeira e o incentivo ao empreendedorismo desde o ensino fundamental.

  9. Texto brilhante e esclarecedor, parabéns. Você só esqueceu de mencionar, que no Brasil, em virtude da forma covarde e repugnante de se arrecadar impostos, são “essa gente invisível” os maiores contribuintes ou pagadores de impostos, como dizem atualmente, portanto são os principais responsáveis pelo pagamento, do salário, dos vigaristas digo professores da rede pública.

  10. Certeza que muita gente vai achar um absurdo meu comentário, no que eu não tiro a razão de ninguém, mas existe um ponto positivo nisso tudo: nesse tempo maldito, ao menos as crianças ficam fora do alcance da ideologização desses jumentos desses professores. Embora recuperar essa nefasta influência não é tarefa fácil. Pronto falei.

    1. A ideologização ocorre principalmente nas universidades federais e escolas particulares “politicamente corretas”, as madraças do mundo ocidental. As crianças pobres, que frequentariam as escolas públicas, péssimas em sua maioria, serão coaptadas pelo crime organizado, que as pagarão bem melhor que qualquer emprego de baixa qualificação a que teriam acesso. E terão a garantia concedida pelo STF de não serem incomodadas pela polícia, impedida de entrar nas favelas. E continuarão a faturar milhões vendendo sua “mercadoria” à bela juventude universitária das baladas da “zona sul”. Ah, estava esquecendo: tudo culpa exclusiva do “genocida”…

    2. Eu não acho um absurdo. Infelizmente é só o que a maioria dos professores fazem. Ensinar que é bom, a maioria não sabe e nem se preocupa.

  11. Além da perda dos ensinamentos adquridos em sala de aula, esses jovens alunos deixam de adquirir uma sociabilidade , o levar uma vida em comum com os da mesma idade, saber respeitar (e se defender) , interagir , brincar, etc.Isto será “reposto”?

  12. O ensino, de uma forma geral, tanto privado quanto público, é uma m@#$%. Imagine sem aulas por período tão prolongado como agora. Para a politicalha isso não é relevante. Quanto mais burro o cidadão, mais fácil enganá-lo e comprá-lo.

  13. Toda semana somos agraciados com excelentes textos do Mestre Guzzo e seus pares. Servem como alento embora saibamos que nossos “cientistas “,”médicos ” e ou “autoridades “, nada farão. E que na segunda-feira estaremos esperando o Senador Renan Calheiros e Seu Presidente da CPI, Omar Aziz, jogarem suas ignorâncias e boçalidades nas nossas caras. Que nosso Presidente faça sua live inócua, que os governadores e prefeitos apareçam no horário nobre para dizerem que estão fechados com a “ciência” e que à vida,nesse país do faz de contas, continue a seguir seu curso torto e desonesto…

  14. Sensacional! A melhor reportagem, nesses tempos de covid. Deveria estar em todos os meios de comunicação, inclusive nas redes sociais. Pobre crianças brasileiras.

  15. Atrás de toda decisão visando o “bem (lockdown) há sempre uma intenção escondida que visa o “bem” de quem decide, é portanto fundamental jogar luz na intenção escondida, parabéns Guzzo, parabéns Revista Oeste

  16. O “novo normal” que os ministros do STF e governadores criaram fará um Brasil pior do que já era, procurando com a ignorância do povo favorecer a esquerda e nos empurrar para a tragédia do socialismo.

  17. Parabéns Mestre Guzzo por mais esse atual e revelador texto. A situação da educação no Brasil sempre foi um crime, mas o momento atual é revelador do descaso da sociedade com esse tema e escancara a hipocrisia de nossa elite dita pensante.

  18. O Governo Federal tem um mantra para tudo que deveria ou poderia fazer durante a pandemia, após o STF se manifestar favoravelmente à autonomia executiva de estados e municípios. Mas não foi impedido de firmar posição diante o inevitável. Já que o Pretório Excelso virou o muro das choradeiras da esquerda, por que também não utilizá-lo por justas razões? O Ministério da Educação, ou a quem por direito e dever, deveria ter interpelado nossas vestais acerca desse crime lesa-educação praticado por governadores e prefeitos. Afinal, quem pariu o ogro que assuma a maternidade!

  19. A educação está carcomida pela ideologia de esquerda, assim como as redações da extrema imprensa. Louros para Gramsci e Escola de Frankfurt. Aqueles visionários devem estar batendo palmas desde o inferno.

  20. O fato do partido comunista chinês não dar a mínima para os problemas internos causados à outros países por causa do vírus que, negligentemente, infectaram o mundo é crime de guerra contra a humanidade. E a China há de ser julgada por isto.

    1. Perfeito. E tem idiota útil que acredita que o ditador genocida não é chinês.

  21. Guzzo, parabéns! O leitor Berto foi preciso, o Governo tem que bater de frente, usar todos os meios que tem para firmar posição. Agora, quanto a China, só podemos esperar o pior.

  22. Guzzo, cirúrgico como sempre! Eu apenas gostaria da saber, qual a soberba opinião da pessoa que está questionando a humilde opinião dos outros…

  23. Texto simplesmente esplêndido. Parabéns ! E adiciono que parte da culpa é do covarde e banana presidente da república. Calma Bolsoloko, eu apoio o presidente, reconheço q ele é o melhor presidente que tivemos disparadamente nessa “redemonização” que chamam fakemente de “redemocratização”, o único que não é um bandido na presidência. Mas, por outro lado, lamento muito ele falar muito e agir tão pouco para colocar ordem aqui. Uai ! Ele não falava q o metiolate ia voltar a arder ? Pq não está ardendo ? Pq não impediu esse absurdo de manter as escolas fechadas por tanto tempo ? Pq nomeia simpáticos aos bandidos no judiciário ? Pq não coloca ordem nisso aqui, p. e., com base no super aplicável artigo 142 ? Por que ? Se é verdade q tens rabo preso e ama realmente o país, q se prostituiu para o STF, não se recandidate, e deixa alguém com coragem para fazer o q for preciso para colocar ordem e os bandidos q aqui governam e mandam e seus devidos lugares. Ou conte a verdade, se for o caso, que as forças armadas também está repleta de bandidos e inimigos da pátria. Simples assim.

    1. PERGUNTE AO STF QUE TIROU TOFA AUTORIDADE DO PRESIDENTE E REPASSOU AOS GOVERNADORES E PREFEITOS!

  24. Genial como sempre J.R. Guzzo ! Orgulho de assinar uma revista de opiniao sensata e corajosa como a Oeste

  25. O ensino no Brasil vem caindo de qualidade desde os anos 1990 e piorou ainda mais a partir de 2004 quando começou o aparelhamento partidário das escolas, e hoje estamos no fundo do poço. Com a paralisação das aulas pouco mudou. Sobrou uns abnegados professores e alunos que ainda tentam “sobreviver”. Professores concursos já fizeram até “greve” para não retornarem. Ora pra que trabalhar se no fim do mês o salário está na conta. VERGONHA NACIONAL, entre outras…

  26. Ótima observação, perfeita a matéria. E claro, uma sensacional revista com clareza na visão. Atualmente, parece que estou vivendo a história do livro de José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”. O que acontece é tudo tão absurdo que se alguém falasse essa história eu não acreditaria! Mas para mim, tudo que se passa é uma jogada de xadrez. O objetivo e antecipar uma cena que provocará desconfiança dos brasileiros nas próximas eleições. Tudo parece armado para 2026 e os anos subsequentes. Com esses crimes ocorrendo atualmente, assim como a economia patinando e o desemprego atual, o cenário a ser pintado para o ano de 2026 pela esquerda será com frases tipo:
    “Na época do Bolsonaro nunca houve um desemprego daquele jeito.”
    “Pobres das nossas criancinhas. Vejam o resultado do PISA. Na época do Bolsonaro a educação foi negligenciada.”
    “Quando Bolsonaro era Governo, a Câmara não fazia coisa alguma e o STF era obrigado a agir para evitar o caos.”
    A esquerda não se importa em assassinar o futuro, distorcer o passado e criar narrativas no presente! Nesse país, a oposição exercida pela esquerda não pertence àqueles que tem outras ideias de desenvolvimento, pertence sim, a quem não quer o desenvolvimento,

  27. aqui na Espanha, onde passo parte do ano, em nenhum momento as escolas esse ano ficaram fechadas. Em 2020, somente em algumas semanas. Os protocolos foram seguidos e permitiram isso. No Brasil, passamos a vida toda defendendo os professores contra a desvalorização da carreira e os baixos salários. Agora eles não querem trabalhar. Não é só o governo e os sindicatos que estão agindo contra a volta. Essa é a verdade. É assim que eles nos agradecem pelo apoio…

  28. PERFEITO GUZZO…..RESSALTA O FATO DOS SINDICATOS MANDAREM NO CALENDARIO E NA POLITICA DE ENSINO….NAS UNIVERSIDADES VEMOS UM ENORME CONTINGENTE DE PROFESSORES QUE FINGEM ENSINAR E UMA ESMAGADORA MAIORIA DE ALUNOS QUE FINGEM APRENDER

  29. Puta que pariu, JR Guzzo! Um diagnóstico arrasador, como nunca. Essa apeoesp, juntamente com o calcinha apertada, só pra falar nos 2 maiores irresponsáveis, deveriam ser destruidos é ter sua cinzas jogadas num chiqueiro.

  30. Quem vive da miséria alheia já garantiu mais uma geração de escravos.

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