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Brasil

Paraná registra um caso de stalking a cada 77 minutos

Registros das forças de segurança do Estado indicam aumento contínuo de ocorrências de perseguição física ou virtual

Stalking
Até 2024, o Paraná acumulou 20.944 casos de stalking | Foto: Reprodução/Flickr

O Paraná registrou aumento significativo de casos de stalking, crime de perseguição reiterada, física ou virtual, previsto no Código Penal. Dados das forças de segurança estaduais indicam crescimento de quase 42% entre 2022 e 2024. Apenas no ano passado, a média foi de um registro a cada 77 minutos.

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Na maioria das ocorrências, o autor da perseguição mantém ou manteve algum vínculo com a vítima. Ex-cônjuges e ex-namorados aparecem com frequência entre os investigados. Segundo o delegado Thiago Pereira Lima, do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Paraná, a prática pode surgir em diferentes contextos.

“O crime de stalking exige a reiteração para que seja configurado, mas são diversas as formas de se praticar esse crime, que é grave, está no Código Penal”, disse Lima. “Às vezes, tem algum conflito, uma briga entre vizinhos, alguma coisa que o algoz resolve infernizar a vida da vítima.”

Os números oficiais mostram expansão contínua das ocorrências desde que o crime passou a constar no Código Penal. A tipificação ocorreu em março de 2021, com a promulgação da Lei nº 14.132.

Até 2024, o Paraná acumulou 20.944 registros da prática. Em 2021 houve 3.123 ocorrências. O número subiu para 4.801 em 2022, chegou a 6.210 em 2023 e alcançou 6.801 em 2024.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública utiliza dados que consideram apenas vítimas mulheres. Por esse motivo, especialistas avaliam que o total de casos pode ser maior do que o registrado nas estatísticas oficiais.

Casos recentes de stalking no Paraná

Em janeiro, policiais prenderam no Rio de Janeiro um homem de 40 anos suspeito de perseguir três mulheres que atuam na Justiça do Paraná: uma promotora, uma juíza e uma advogada.

Segundo a investigação, ele teria criado uma página na internet para associar as vítimas ao nazismo. O criminoso teria iniciado a perseguição depois de uma decisão judicial que o proibiu de manter contato com o filho.

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Outro episódio ocorreu no ano passado, quando uma mulher sofreu diversos disparos de arma de fogo a caminho do trabalho. O principal suspeito é um ex-namorado que a perseguia.  

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