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'PCC e CV praticam terrorismo político-administrativo', diz jurista

Odilon de Oliveira concorda em classificar as duas facções como grupos terroristas

Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Hoje, tanto o PCC quanto o CV operam redes logísticas que atravessam fronteiras | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Desde o último dia 5, os Estados Unidos passaram a considerar, formalmente, as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira concorda com essa classificação.

Na visão do jurista, que atualmente trabalha como advogado em Campo Grande (MS), os crimes desses dois grupos não podem ser considerados comuns. Ele afirma que realizar atos políticos e dominar territórios são a prova disso.

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O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira defende a decisão americana e alerta que o Brasil corre o sério risco de se converter em um narcoestado | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira condenou o traficante Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do Comando Vermelho | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

“Em 2004, as Farc, o PCC e o Exército do Povo Paraguaio, braço armado do Partido Pátria Livre, de extrema esquerda, sequestraram e mantiveram em cativeiro, por mais de 90 dias, a jovem Cecília Cubas, filha de Raúl Cubas, ex-presidente do Paraguai”, exemplifica Oliveira. “Dos US$ 5 milhões exigidos, a família conseguiu pagar apenas US$ 800 mil, pelo que a vítima foi enterrada viva.”

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“O Rio de Janeiro está, aos poucos, sofrendo dominação territorial pelo Comando Vermelho”, afirma o juiz federal aposentado. “É óbvio que isso é terrorismo. PCC e CV praticam terrorismo político-administrativo.”

Ideias para combater o PCC e o CV

A Oeste, Oliveira, que condenou o traficante Fernandinho Beira-Mar, um dos líderes do Comando Vermelho, também dá sugestões de como o Estado brasileiro pode combater com efetividade as duas facções criminosas. De acordo com ele, isso passa por trabalhar em conjunto com os setores de inteligência dos EUA.

A análise completa está na entrevista “O Brasil corre o risco de se converter num narcoestado”., que faz parte da Edição 326 da Revista Oeste. A íntegra está disponível aos assinantes da publicação.

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