PF desmantela quadrilha que traficava ouro e urânio

O grupo falsificava documentos para exportar os minerais, um dos negócios movimentou mais de R$ 100 milhões
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A Polícia Federal desmontou mais um esquema criminoso
A Polícia Federal desmontou mais um esquema criminoso | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão na quinta-feira 24. Na mira, um grupo que traficava ouro e urânio para fora do Brasil. Em apenas um dos negócios realizados, a organização movimentou mais de R$ 100 milhões.

Cerca de 50 policiais realizaram as diligências da Operação Au28, nome dado em razão da sigla que representa o átomo de ouro (Au) e do número atômico do urânio (28). Os mandados foram expedidos para alvos em seis cidades: Macapá (AP), Ananindeua (PA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo(SP), Natal (RN) e Palmas (TO).

As investigações tiveram início depois de os policiais terem acesso a documentos que comprovariam a atuação de uma organização criminosa especializada no comércio transnacional de minério, em geral ouro e urânio, no Estado do Amapá.

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Todos as riquezas minerais que existem abaixo do solo brasileiro são da União e só podem ser exploradas mediante concessão. O grupo falsificava documentos para regularizar os minerais e, assim, praticar o comércio a partir do Amapá com outras unidades da Federação, no mercado paralelo. Em alguns casos, constatou-se que o produto era enviado para países da Europa.

Além disso, a PF identificou indícios de que parte do ouro era extraída na Guiana Francesa e no Suriname e vendida como se tivesse sido obtida de forma legal no distrito do Lourenço, em Calçoene (AP). O material era armazenado em Macapá e em Porto Grande (AP). A extração do ouro também ocorria na Venezuela, e ele era comercializado em Boa Vista (RR).

Os envolvidos podem responder pelos delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, usurpação de matéria-prima da União e extração ilegal de minério. As penas somadas podem chegar a 26 anos de reclusão.

Leia também: “Os picaretas da Amazônia”, reportagem de Sílvio Navarro para a Edição 91 da Revista Oeste 

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6 comentários Ver comentários

  1. se tivesse ganho as eleiçoes de 2018 o poste, essa atividade jamais teria sido descoberta e encerrada. tem familia influente no AP preocupada….a casa ta rachando… logo cai!

  2. E o Amapá é um dos Estados que menos arrecada e que mais recebe verbas federais! Nós sustentamos um monte de vagabundos por lá. E ainda permitem que roubem de tudo por lá.

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