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PF pede extradição de envolvidos em ataque hacker que afetou o Pix

A ofensiva teve como alvo provedoras de contas transacionais, gerando prejuízos a diversas instituições financeiras

Celular com o app do Pix aberto, com a logo do Banco Central ao fundo
Celular com o app do Pix aberto, com a logo do Banco Central ao fundo | Foto: BC/Divulgação

A Polícia Federal (PF) pediu a extradição de oito pessoas presas no exterior envolvidas no maior ataque hacker da história do sistema financeiro brasileiro, que afetou o Pix. Segundo a investigação, o grupo desviou R$ 813 milhões de instituições de pagamento no início de julho.

Em 30 de outubro, a PF concluiu a Operação Magna Fraus 2, com 21 prisões relacionadas ao ataque à empresa C&M Software, prestadora de serviços de tecnologia para o setor financeiro. Seis suspeitos foram presos na Espanha e dois na Argentina, com apoio da Interpol.

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Os mandados expedidos já previam a extradição a pedido da PF, que agora inicia o processo para trazê-los ao Brasil e responsabilizá-los criminalmente. O trâmite depende da legislação e da análise dos governos de cada país, com base nos tratados firmados com o Brasil.

O ataque, ocorrido no começo de julho, teve como alvo provedoras de contas transacionais, gerando prejuízos a diversas instituições financeiras e de pagamento — inclusive no sistema Pix.

No Brasil, a operação da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos prendeu 13 pessoas: sete em Goiás, uma em Brasília, duas em Santa Catarina, uma em São Paulo, uma em Minas Gerais e uma na Paraíba. Foram apreendidos 15 carros de luxo, 26 imóveis bloqueados judicialmente e mais de R$ 1 milhão em criptomoedas, além de bolsas, sapatos e joias.

A PF classificou a investigação como a maior operação de combate ao crime cibernético da história do país. Segundo o órgão, os suspeitos usaram técnicas avançadas para ocultar o caminho do dinheiro desviado.

Como funcionava o esquema hacker que afetou o Pix

Hacker
Um ataque hacker é uma invasão ilegal de sistemas de computadores ou redes, feita para roubar, alterar ou bloquear dados e operações | Foto: BA/Pixabay

A apuração revela que o grupo desviou mais de R$ 813 milhões de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para gerenciar transferências via Pix.

A C&M Software, autorizada e supervisionada pelo Banco Central (BC), é responsável pela mensageria que conecta instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo o ambiente de liquidação do Pix.

A BMP, uma das instituições mais afetadas, informou à CNN Brasil que o ataque deu acesso indevido às contas reservas de seis instituições financeiras, entre elas a própria BMP — que atua como provedora de serviços de banking as a service.

Essas contas, segundo a empresa, ficam no Banco Central e são usadas exclusivamente para liquidação interbancária, sem relação com clientes finais. “Reforçamos que nenhum cliente da BMP foi impactado ou teve seus recursos acessados”, afirmou em nota.

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A BMP disse ainda que possui colaterais suficientes para cobrir integralmente o valor desviado e que suas operações seguem normais.

Em 4 de julho, um operador de TI da C&M Software foi preso pela Polícia Civil de São Paulo após confessar ter vendido suas credenciais de acesso ao sistema por R$ 15 mil ao grupo criminoso.

No mesmo dia, o Banco Central determinou a desconexão imediata da C&M Software do sistema. Em nota, a empresa afirmou ter sido vítima de um ataque com uso de credenciais roubadas.

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