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PF prende policial envolvido em esquema de lavagem de dinheiro

Cyllas Salerno Elia Júnior é um dos delatados pelo empresário Antonio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos

A investigação da PF começou em 2022 e revelou um sistema bancário paralelo sofisticado, que utilizava criptomoedas para driblar fiscalizações
Investigação começou em 2022 e revelou um sistema bancário paralelo sofisticado, que utilizava criptomoedas para driblar fiscalizações | Foto: Divulgação/PF

A Receita Federal (RF) e a Polícia Federal (PF) prenderam nesta terça-feira, 26, o policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, durante a Operação Dólar Tai-Pan, de combate à evasão de divisas com uso de criptoativos. Cyllas é um dos agentes delatados pelo empresário Antonio Vinicius Gritzbach antes de seu assassinato no Aeroporto de Guarulhos, em 8 de outubro.

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Em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, Antonio Vinicius afirmou que Cyllas era sócio em uma instituição bancária. Os outros sócios eram Rafael Maeda, o Japa, e Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta, ambos estão mortos e eram membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o empresário, a empresa do trio facilitava transações de grandes quantias. Ele teria analisado essas operações juridicamente e informou conhecer Elia Júnior apenas por fotos.

Cyllas se apresenta como CEO do 2 Go Bank. Ele declarou estar colaborando com as autoridades.

PF começou investigação em 2022

Polícia Federal
Conforme a Polícia Federal, o grupo construiu uma rede completa para esconder capitais e lavar dinheiro | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Outro policial preso foi o capitão da Polícia Militar Diogo Costa Cangerana, ex-integrante da Casa Militar e atualmente no 13º Batalhão da PM. A PF não detalhou o envolvimento dele no esquema.

A investigação começou em 2022 e revelou um sistema bancário paralelo sofisticado, que utilizava criptomoedas para driblar fiscalizações e facilitar transações internacionais.

Conforme a Polícia Federal, o grupo construiu uma rede completa para esconder valores e lavar dinheiro. O esquema, de alcance internacional, envolvia operações em países como Estados Unidos, Canadá, Panamá, Argentina, Bolívia, Hong Kong e China, principal destino dos recursos.

Desdobramentos e medidas judiciais

Nos últimos cinco anos, o grupo teria movimentado cerca de R$ 6 bilhões, com R$ 800 milhões em 2024. Cerca de 200 policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão, conforme determinação da Justiça Federal.

Foi ordenado também o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 10 bilhões, envolvendo mais de 200 empresas. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quantos mandados foram efetivamente cumpridos. Os suspeitos podem enfrentar acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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