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Brasil

PF prende grupo que trocava etiquetas de bagagens em aeroporto e enviava drogas à Europa

Seis pessoas foram presas

Tráfico de drogas
A PF monitora um dos criminosos desde 2021 | Foto: Divulgação/Twitter/PF|Bagagem e Passaporte para viagem aérea. | Foto: Reprodução / Skitter Photo/ Pixabay

A Polícia Federal (PF) iniciou, na semana passada, a Operação Iraúna. O objetivo é combater o tráfico internacional de drogas. Segundo a corporação, seis pessoas foram presas.

De acordo com a PF, funcionários terceirizados de aeroportos — a serviço de traficantes — tiravam etiquetas de bagagens regularmente despachadas e as colocavam em outras malas, recheadas de cocaína, com destino à Europa.

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A investigação começou em 5 março deste ano. Na ocasião, duas mulheres de Goiânia tiveram suas bagagens trocadas e acabaram presas assim que desembarcaram em Frankfurt, na Alemanha. As malas haviam sido despachadas no Aeroporto Santa Genoveva, na capital goiana, e trocadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

Duas brasileiras foram vítimas dos traficantes | Foto: Reprodução/Skitter Photo/Pixabay

A PF descobriu que as passageiras, ainda presas em Frankfurt, não tinham conhecimento das drogas guardadas nas malas. Isso desconfiguraria a tese de que as brasileiras estariam servindo como “mulas” do tráfico — cidadão que transporta drogas para outros países, em troca de dinheiro.

Um dos casos investigados resultou na prisão do operador de sistemas de bagagens Isaac Alves da Rocha, 24 anos. A polícia o monitora desde abril de 2021, em virtude de denúncias de uma empresa aérea estrangeira. Na ocasião, a companhia relatou três apreensões de malas com cocaína na Europa. A primeira das bagagens, com 32 quilos de drogas, foi parar em Amsterdã. A segunda, igualmente com 32 quilos, em Berlim. A terceira das malas, cujo peso não foi revelado, também chegou a Amsterdã.

Os agentes federais analisaram imagens de câmeras de segurança e comprovaram o envolvimento de Isaac, funcionário de uma empresa terceirizada que trabalha no terminal aéreo. Ele confessou o crime aos policiais e revelou que ganhava R$ 100 mil para colaborar com os traficantes.

Issac retirava a etiqueta de malas aleatórias e colocava as mesmas etiquetas nas malas com cocaína. As bagagens com etiquetas trocadas eram desviadas da fiscalização automática e não passavam pelo sistema que identifica conteúdos ilícitos, o Baggage Handling System.

Leia mais: “Cracolândia em chamas”

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0 comentários
  1. Vera Lucia Marinho Cardoso
    Vera Lucia Marinho Cardoso

    Passou reportagem na Record ontem. Passageiras presas tem um mês na Alemanha…aguardando o governo brasileiro enviar dossiês para eles

  2. Lucy Pimenta de Lima
    Lucy Pimenta de Lima

    Dois anos se passaram, as passageiras inocentes presas na Alemanha. Que demora.

  3. Valdemir
    Valdemir

    E quem vai pagar o prejuízo psicológico emocional e financeiro dessas duas senhoras?

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