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Polícia do Rio atinge núcleo do CV e neutraliza 115 criminosos

Mais de 2,5 mil agentes atuaram nos complexos do Alemão e da Penha, com prisões, apreensões e mortos

Rio de Janeiro, durante operação nesta terça-feira, 28 de outubro | Foto: Reprodução
A megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro resultou em 121 mortes até o momento | Foto: Reprodução

A megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV) resultou em 119 mortes até o momento. O delegado Felipe Curi, secretário estadual de Polícia Civil, divulgou o balanço nesta quarta-feira, 29. A ação ocorre nos complexos do Alemão e da Penha.

Do total de mortos, 115 integravam o CV. Quatro eram policiais: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral, da Polícia Civil; e os sargentos Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves, do Batalhão de Operações Policiais Especiais.

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As forças estaduais mobilizaram mais de 2,5 mil agentes. Ao todo, os policiais cumpriram 180 mandados de busca e apreensão e cerca de 70 de prisão, além de outros 30 pedidos oriundos da Polícia Civil do Pará.

As ações, portanto, resultaram em 113 detenções. Entre os presos, 33 vieram de outros Estados e dez são adolescentes infratores. Os agentes também recolheram 118 armas, 14 explosivos, milhares de munições e centenas de carregadores — além de toneladas de drogas, ainda em contagem.

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes investigou por mais de um ano até deflagrar a Operação Contenção. Segundo Felipe Curi, a polícia identificou todos os alvos com base em inteligência e geolocalização, focando imóveis usados por membros da facção.

“O cenário se cumpriu exatamente como projetamos”, disse o delegado. “A operação de ontem configura o maior baque da história do Comando Vermelho. Nunca houve um baque tão grande, com grandes perdas de armas, drogas e lideranças.”

Curi rebate imprensa e critica falas de Lula

Durante a coletiva, Curi rebateu veículos da imprensa que classificaram a operação do governo do Rio como “chacina”. Para ele, trata-se de uma “ação legítima do Estado, para cumprir ordens judiciais”. “Quem escolheu o confronto foi neutralizado”, argumentou. “Quem se entregou foi preso.”

+ Leia também: “Defensoria do Rio de Janeiro afirma que operação deixou mais de 130 mortos”

O delegado ainda classificou os traficantes como “narcoterroristas”. Em seguida, sem citar diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenou discursos políticos que tentam transformar bandidos em vítimas. “Outro dia disseram que o traficante era vítima do usuário.”

4 comentários
  1. Divaldo Moreira Barbosa
    Divaldo Moreira Barbosa

    Concordo com o amigo, tem que repetir essa operação com força e rigor, quem não quiser confrontar, se entregue com as armas no chão e mãos na nuca. Sinto pesar da perda de 4 policiais que morreram.

  2. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    O Bom é que só a policia tem a mira boa! 115 vs 4

    1. Refletindo internamente
      Refletindo internamente

      Se esse KD kill rate fosse em jogo multiplayer online o ESTADO seria banido da partida por usar hack

  3. Ivan Sérgio de Paula lima
    Ivan Sérgio de Paula lima

    O ideal seria uma outra operação como essa dentro de mais 2 dias, por exemplo.
    Sufocar e não dar chance de reagrupamento!

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