Policiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro localizaram nesta sexta-feira um cemitério clandestino na favela de Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense. Pelo menos dois corpos foram encontrados em covas improvisadas numa área conhecida como Areal.
A ação foi conduzida por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (DC-Polinter) e da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), depois de informações de inteligência. Os restos mortais serão encaminhados ao Instituto Médico Legal para perícia.
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Segundo a delegada Elen Souto, titular da DDPA, as vítimas são pessoas dadas como desaparecidas e não tinham envolvimento com milícia ou tráfico de drogas. Uma delas pode ser o mototaxista Alan Pereira Martins de Lima, de 19 anos, desaparecido desde 2024.
De acordo com o g1, desde 2021 ao menos 13 pessoas desapareceram em Rio das Pedras, e a polícia acredita que estejam mortas.
Polícia acredita que mototaxista desaparecido em Rio das Pedras pode estar morto

Nascido e criado em Rio das Pedras, Alan morava na Favela da Rocinha, área sob domínio da facção criminosa Comando Vermelho desde 2024.
Em outubro do ano passado, ele voltou à comunidade para visitar a namorada e estava em uma pizzaria quando foi reconhecido por milicianos e levado para a região conhecida como Areal. Para a polícia, Alan foi morto.
Em Rio das Pedras, a violência se manifesta de forma estrutural e controlada por milícias, com desaparecimentos forçados, execuções e uso sistemático do medo como mecanismo de dominação territorial. Diferentemente de áreas marcadas por confrontos armados frequentes, a dinâmica local é de violência silenciosa, com baixo registro de tiroteios e alto número de pessoas dadas como desaparecidas.
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