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Polícia é recebida a tiros em nova operação no RJ

Cerca de mil agentes cumprem mandados no Complexo do Salgueiro; um dos alvos é um chefe do Comando Vermelho

Policiais enfrentam traficantes em nova operação no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Policiais enfrentam traficantes em nova operação no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cerca de mil agentes das forças de segurança do Rio de Janeiro entraram no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na quinta-feira 11. Os traficantes do Comando Vermelho receberam as autoridades com tiros. A mobilização integra mais uma etapa da Operação Contenção, montada para frear a expansão territorial da facção no RJ.

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As equipes também encontraram barricadas e veículos incendiados, usados pelos criminosos para tentar dificultar o avanço policial. Ainda não há confirmação de mortos, feridos nem presos.

Mandados, alvos e estrutura da operação no RJ

A operação no RJ reúne o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), delegacias especializadas e distritais. As equipes cumprem 44 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. Um dos alvos é Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, de 61 anos, apontado como um dos integrantes mais antigos da cúpula do Comando Vermelho na região.

As tropas contam com 20 blindados, duas aeronaves, 123 viaturas e ambulâncias blindadas do Grupamento de Salvamento e Resgate. A movimentação alterou a rotina do entorno. Escolas municipais e unidades de saúde anunciaram que não funcionariam durante a ação, diante do risco para moradores e servidores.

A ofensiva ocorre menos de dois meses depois da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que terminou com 122 mortes e elevou a pressão sobre o tráfico. Essa primeira operação fez com que o Congresso desenvolvesse o PL Antifacção, aprovado pelo Senado nesta quinta-feira, 11. Caso ele seja aprovado novamente na Câmara, a pena para líderes de facções poderá chegar até 120 anos.

Leia também: “Justiça de SP decide pela prescrição de megadenúncia contra integrantes do PCC”

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