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Polícia Federal age contra importação ilegal de remédios para emagrecimento

Operação no Rio investiga uso de medicamentos de origem desconhecida; ex-funcionário da Anvisa é suspeito

Polícia Federal divulga imagens de medicamentos apreendidos | Foto: Divulgação/PF
Polícia Federal divulga imagens de medicamentos apreendidos | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deu início nesta terça-feira, 21, a operações contra a importação e o uso de remédios para emagrecer em clínicas médicas. A ação resulta principalmente de uma investigação que revelou sobretudo o fluxo comercial de medicamentos sem registro sanitário e com risco potencial à saúde pública.

Agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em uma clínica. Além disso, as autoridades visitaram residências de pessoas com envolvimento na suposta fraude. São ocorrências nas cidades do Rio de Janeiro e de São Gonçalo, na região metropolitana. As investigações contam com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Polícia Federal: Anvisa como ponto de partida

O caso começou com a prisão de um servidor da Anvisa. Ele furtou, diz a apuração, cerca de cem canetas emagrecedoras que a própria agência apreendeu. As peças deveriam ir para o processo de destruição. O funcionário, contudo, desviou os medicamentos para clínicas particulares. 

A partir desse episódio, os investigadores descobriram uma rede de importação clandestina de substâncias para perda de peso. Segundo a Polícia Federal, houve aumento expressivo na apreensão desses produtos durante fiscalizações em aeroportos.

Leia também: “Roubo permitido”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 292 da Revista Oeste

Os remédios chegavam ao Brasil sem autorização. Assim, iam parar, conforme o protocolo, no controle de profissionais da área de saúde que deveriam dar o encaminhamento legal à droga. De acordo com os investigadores, a importação ilegal impede qualquer verificação sobre a origem, o armazenamento e o transporte dos medicamentos. 

Sem controle sanitário, o consumo dessas substâncias pode causar reações graves e comprometer o tratamento de pacientes. Os envolvidos responderão por importação e venda de medicamentos de procedência ignorada e por receptação qualificada. A Polícia Federal segue analisando documentos e equipamentos apreendidos para identificar outros participantes do esquema.

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