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Polícia prende empresários acusados de financiar plano do PCC para matar promotor

Ministério Público desarticula esquema criminoso ligado a Mijão, foragido há quase 20 anos na Bolívia

Batalhão de Ações Especiais de Polícia
Os mandados foram cumpridos pelo Baep | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A polícia prendeu dois empresários nesta sexta-feira, 29, em Campinas (SP). Eles são acusados de financiar um plano de assassinato contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A ação faz parte da Operação Linha Vermelha, que já vinha investigando lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e participação em organização criminosa armada.

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Segundo o Ministério Público (MP), Sérgio Luís de Freitas, conhecido como “Mijão”, ordenava o esquema. Os investigadores o classificam como um dos líderes da Sintonia Final da Rua, setor do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foragido na Bolívia há mais de 15 anos, ele atua como um dos maiores operadores do tráfico de drogas no Brasil, segundo a polícia.

O Batalhão de Ações Especiais de Polícia e os promotores do Gaeco cumpriram os mandados durante a manhã. O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, autorizou a prisão temporária dos empresários. Eles operam nos ramos de transporte e comércio de veículos. As autoridades não divulgaram seus nomes.

De acordo com os investigadores, os empresários ligados a Mijão financiaram veículos, armas e operadores responsáveis pela execução de uma emboscada contra o promotor. As informações surgiram durante a apuração da Linha Vermelha e levaram ao pedido imediato de prisão. As buscas continuam para identificar outros envolvidos.

Quem é Mijão, alvo central das investigações

Mijão nunca passou pelo sistema prisional de São Paulo. Informações de inteligência o enquadram como ex-gerente financeiro do PCC em Campinas e figura central da logística do tráfico internacional de drogas.

Em 2014, ele foi alvo da Operação Gaiola, quando a Polícia Federal apreendeu quase 800 quilos de cocaína, 1,8 tonelada de maconha, além de veículos e dinheiro vivo.

Posteriormente, o MP o incluiu na Operação Sharks, que apurou a lavagem de R$ 1 bilhão em recursos da facção. Nessa época, ele dividia funções com Valdeci Alves dos Santos, o Colorido, organizando o transporte de drogas entre Paraguai, Bolívia e Brasil.

+ Leia também: “Faria Lima concentra mais de 40 alvos de megaoperação da PF contra o PCC”

Em abril deste ano, um relatório do Gaeco posicionou Mijão entre os oito integrantes da Sintonia Final de Rua, nível abaixo da liderança geral de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. Essa cúpula reúne os chefes da facção que permanecem em liberdade.

Atualmente, Mijão vive em Santa Cruz de La Sierra, onde mantém negócios de fachada, como um restaurante, por exemplo. Segundo os investigadores, ele também atua em casas de câmbio para movimentar os lucros do tráfico.

2 comentários
  1. Fábio
    Fábio

    Não sei o número mas são muitos vereadores, prefeitos, governadores,deputados, senadores, judiciário , partidos, presidentes, eles deram à luz o crime organizado e o amam desde então , claro, ele é filho amado de uma família muito unida e organizada.

  2. Carlos
    Carlos

    Tudo orbita ao redor de um negócio chamado DROGA. É o câncer da humanidade. Mas aqui, a condescendência não permite que se resolva o problema. E mais familias serao destroçadas… e mais pessoas morrerão…

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