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Brasil

Prefeitura de cidade mineira paga visitas de escolas a acampamentos do MST

Objetivo seria fazer jovens conhecerem o movimento, a política brasileira de reforma agrária e os ‘impactos da mineração’

Visitas Alunos MST
Professores admitiram passeio com alunos | Foto: Reprodução/Vídeo/Arquivo pessoal

A prefeitura da cidade de Contagem, em Minas Gerais, levou alunos de escolas públicas para visitas a acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Oeste teve acesso a um documento elaborado pela Fundação de Ensino de Contagem, uma das instituições que participaram dos passeios. No texto, endereçado aos pais dos alunos, a fundação informa que os jovens visitariam o “Assentamento Pastorinhas”, em Brumadinho.

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Contagem
Imagem do documento enviado aos pais dos alunos | Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Ainda de acordo com a instituição, os alunos ouviriam uma palestra da coordenadora do assentamento e caminhariam por por toda a extensão do território invadido pelos sem-terra.

A fundação alega que o objetivo das visitas é fazer os alunos conhecerem o MST; a política brasileira de reforma agrária; os impactos da mineração; a agricultura orgânica; e outros assuntos.

Oeste entrou em contato com a instituição de ensino, mas não teve respostas.

Vídeo mostra a atuação de professores da Fundação de Ensino de Contagem, que levou alunos para visitas ao acampamento do MST

“O governo financia indiretamente as invasões de terra”

Em entrevista a Oeste, o ex-ministro Ricardo Salles criticou as ações do MST e o apoio que o grupo recebe de governos de esquerda.

“A sociedade brasileira como um todo tem reprovado as invasões de propriedade”, salientou o ex-ministro. “Tanto que o governo precisou emitir sinais de que estava descontente com as invasões.”

De acordo com Salles, a postura do governo petista diante das práticas do MST é dissimulada. “Na prática, o governo estimula as invasões”, afirmou. “Ele as incentiva ao dar dinheiro a essas entidades, através de programas de educação no campo, de saúde no campo, de moradia.”

Leia também: “A cesta (nada) básica do MST”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 170 da Revista Oeste

O ex-ministro explica que as invasões ocorrem desta maneira: os movimentos criam associações cujo objeto não é o da invasão em si, mas o de implantar escolas rurais, por exemplo. O MST e suas subdivisões faziam isso antes do governo de Jair Bolsonaro (PL), conforme Salles.

“As invasões não diminuíram no Brasil só porque o Bolsonaro era contra elas, mas porque houve uma série de medidas efetivas, inclusive financeiras, de esvaziamento da capacidade de ação desses grupos”, disse o ex-ministro. “Medidas que foram revertidas agora pelo governo Lula.”

Leia mais: “A guerra contra o agro”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 165 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Jaques Goldstajn
    Jaques Goldstajn

    Quem está levando menores aos acampamentos de criminosos? Os pais autorizaram? Fins educativos? Levem a uma penitenciária e não ao covil de brandidos! A procuradoria deveria investigar e noticiar os fatos.

  2. Christian
    Christian

    DAqui a pouco vão fazer um tour pelas dependências dos presídios com direito a Palestra do Hacker Vermelho….
    Com ser um criminoso como mente doentia…

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