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Presidente da Mocidade é preso em operação contra cúpula do jogo do bicho

Segundo as investigações, Flávio da Mocidade é o principal aliado de Rogério de Andrade, bicheiro e ex-presidente da escola de samba

mocidade rio de janeiro jogo do bicho
A Mocidade Independente de Padre Miguel ainda não se pronunciou sobre o caso | Foto: Reprodução/Instagram/Flávio da Mocidade

Nesta sexta-feira, 3, uma ação conjunta do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) resultou na prisão de Flávio da Silva Santos, presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, conhecido como Pepé. A operação faz parte de uma investigação sobre a chamada “nova cúpula do jogo do bicho”.

Segundo as investigações, Flávio da Mocidade é o principal aliado Rogério de Andrade, que se encontra preso em uma penitenciária federal. Andrade é bicheiro, contraventor e presidente de honra da Mocidade Independente.

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpriu dois mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão contra os dois principais alvos.

O bicheiro Vinicius Drumond, apontado como aliado de Andrade e Pepé, foi alvo de nove ordens de busca em diferentes endereços.

A operação

A Polícia Civil executou os mandados — expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital — em imóveis no Rio de Janeiro, em um haras em Cachoeiras de Macacu e na quadra da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.

A Justiça determinou que Rogério de Andrade permaneça detido em unidade federal e que Flávio da Mocidade seja transferido para um presídio federal de segurança máxima.

As investigações revelam que, desde 2014, ambos comandam o principal esquema de jogos de azar do Estado e administram pontos de apostas, além de protagonizarem conflitos violentos com grupos rivais, entre eles o liderado por Fernando Iggnácio, morto em novembro de 2020.

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Policiais estariam envolvidos no esquema

O Ministério Público também relata o envolvimento dos acusados em um esquema de corrupção no âmbito das Polícias Civil e Militar, sustentado pelo pagamento de propinas para manter as atividades ilegais.

Em nota ao jornal O Globo, a Polícia Civil declarou estar apurando os desdobramentos do caso, enquanto a Polícia Militar não se pronunciou.

A Mocidade Independente de Padre Miguel também não se pronunciou sobre o caso.

Leia também: “A multinacional do crime organizado”, reportagem de Edilson Salgueira, publicada na Edição 290 da Revista Oeste

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