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Promotor diz que relação de Deolane com PCC é 'direta e íntima'

Responsável por análises relacionadas ao grupo criminoso, Lincoln Gakiya revelou proximidade da influenciadora com a família de Marcola; entenda

Lincoln Gakiya, promotor do Ministério Público | Foto: Reprodução/Internet
Lincoln Gakiya, promotor do Ministério Público | Foto: Reprodução/Internet

A promotoria do Estado de São Paulo vê indícios de envolvimento “direto e íntimo” da influenciadora Deolane Bezerra com a alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), disse o promotor de Justiça Lincoln Gakiya ao jornal Folha de S.Paulo.

Gakiya revelou proximidade de Deolane com a família de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Segundo o promotor, a relação inclui laços com Paloma e Alexandro, filhos de Alejandro Juvenal Herbas Camacho, irmão de Marcola.

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A prisão de Deolane ocorreu na quinta-feira 21, durante a Operação Vérnix, em Barueri, na Grande São Paulo. No dia seguinte, agentes a levaram para uma unidade prisional do interior paulista.

O promotor Gakiya afirmou à Folha que Deolane teria disponibilizado contas bancárias para o processo de lavagem de dinheiro do PCC. Os advogados da influenciadora negam tais fatos.

Caso Deolane: indícios de lavagem de dinheiro e conexões

Deolane Bezerra com Lamborghini
Deolane Bezerra posta foto com Lamborghini | Foto: Reprodução/Redes sociais

O promotor destacou o crescimento abrupto do patrimônio da influenciadora, que teria recebido mais de R$ 140 milhões em dois anos. O valor seria incompatível com suas atividades.

“Ela será denunciada por mim por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro”, explicou Gakiya. Segundo ele, a ligação de Deolane é especialmente forte com Paloma Camacho, sobrinha de Marcola, que também tem o nome nas investigações.

Leia também: “A toga e a lama”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 323 da Revista Oeste

Paloma, que não foi localizada na Espanha durante a operação de quinta-feira 21, passou a ser considerada foragida. “Paloma seria a pessoa para interlocução do dinheiro e da lavagem de dinheiro da família”, afirmou o promotor à Folha. “Ela utilizou, inclusive, contas dela e de laranjas, por isso o indiciamento ao crime organizado e lavagem de dinheiro.”

De acordo com a Promotoria, Paloma atuava transmitindo ordens recebidas durante visitas ao pai no presídio federal. Depois, organizava a divisão e transferência de valores ligados a uma transportadora criada pela família para facilitar transações ilícitas. As investigações ainda mostram que Deolane e Paloma moravam em bairros próximos, além de terem passado dois meses juntas na Europa neste ano.

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