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Prova de vida não precisa ser presencial, informa INSS

Segundo o órgão, cruzamento de dados é suficiente para comprovar que o beneficiário está vivo

Greve de servidores e aumento no número de pedidos influenciam estoque de requerimentos | Foto: Divulgação/INSS
Para comprovar a vida do beneficiário, podem ser usados registros de vacinação, consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação/INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que aposentados e pensionistas não precisam ir ao banco para a prova de vida.

Desde 2023, o procedimento é realizado por meio de cruzamento de dados, comprovando que o beneficiário está vivo.

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“Somente em caso de não localização do beneficiário na base de dados governamental, será feita uma notificação sobre a necessidade de realização de prova de vida”, afirmou o INSS.

Como funciona o cruzamento de dados do INSS?

Foto do aplicativo do INSS
Prova de vida pode ser feita através do aplicativo ‘Meu INSS’ | Foto: Divulgação/Governo Federal

Embora a visita ao banco não seja mais obrigatória, os beneficiários têm a opção de usar o site ou aplicativo “Meu INSS” para o recadastramento anual. Eles também podem se dirigir ao banco onde recebem seus pagamentos, mas essa ação não é obrigatória.

A prova de vida é essencial para prevenir fraudes e pagamentos indevidos, segundo o INSS, e deve ocorrer regularmente.

Para comprovar a vida do beneficiário, podem ser usados registros de vacinação, consultas no Sistema Único de Saúde (SUS), comprovantes de votação, emissão de passaportes e documentos de identidade ou de motorista.

Investigações contra fraudes

Em 2024, operações contra fraudes no INSS evitaram um prejuízo de R$ 385 milhões ao suspender pagamentos irregulares. A ação foi conduzida pela Força-Tarefa Previdenciária, que reúne o Ministério da Previdência, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Em 2025, a força-tarefa prendeu nove suspeitos no Rio de Janeiro, em março, por fraudes que desviaram mais de R$ 50 milhões.

A investigação começou há dois anos, após a prisão de um homem tentando sacar uma aposentadoria fraudulenta. Segundo a Polícia Federal, o grupo usava procurações falsas para solicitar benefícios em nome de pessoas falecidas ou inexistentes, com a ajuda de servidores do INSS que manipulavam o sistema para liberar os pagamentos.

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