O reassentamento de famílias da Favela do Moinho, na região central de São Paulo, se aproxima da conclusão um ano depois do início das remoções. Mais de 800 famílias deixaram a área, e o processo já alcança 96%, com menos de 40 imóveis ainda ocupados.
As mudanças começaram em abril de 2025 e somam 920 transferências. A intervenção ocorreu em uma área com histórico de incêndios, alta densidade e restrições de acesso, situada entre linhas de trem.
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O local também registrava presença do crime organizado, segundo informações do próprio governo estadual.
Área deve receber parque e nova estação
Com o avanço da desocupação, o governo destinará a área a uso público. O projeto prevê a implantação de um parque urbano e de uma nova estação de trem, dentro de um plano mais amplo de requalificação do centro.
Durante o processo, 72 comerciantes receberam indenizações, e parte deles também teve acesso a atendimento habitacional. Ainda restam 29 famílias no local, que aguardam etapas conduzidas pela Caixa Econômica Federal.

O cadastramento ocorreu entre outubro e novembro de 2024. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) instalou um escritório de atendimento na região, que concentrou cerca de 10 mil atendimentos em um ano.
Para viabilizar o reassentamento, o governo disponibilizou cerca de 1,5 mil imóveis, incluindo unidades na região central e opções em outros municípios. Famílias com renda de até R$ 4,7 mil receberam moradia sem custo.
Nos casos de unidades em construção, houve pagamento de caução inicial de R$ 2,4 mil e auxílio-moradia mensal de R$ 1,2 mil.
Com a saída dos moradores, o poder público iniciou a demolição das estruturas. Até agora, 738 imóveis foram derrubados. A medida busca impedir reocupações e preparar a área para a nova destinação.
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