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O empresário Luciano Hang celebrou os 40 anos da Havan nesta sexta-feira, 26, destacando um plano de expansão que visa abrir 200 lojas até o final do ano, com uma equipe de 25 mil colaboradores e previsão de faturamento acima de R$ 20 bilhões. Hang, que enfrentou "perseguição política" e foi incluído no Inquérito das Fake News pelo STF em 2020, nega as acusações de financiamento de conteúdos difamatórios.
O empresário Luciano Hang comemorou nas redes sociais os 40 anos da varejista Havan nesta sexta-feira, 26. A celebração coincide com o plano de expansão da companhia para o mercado nacional. A rede varejista planeja abrir novas filiais para alcançar a meta de 200 lojas até o encerramento deste ano. A estrutura atual conta com 25 mil colaboradores, e a estimativa de faturamento para este exercício supera a marca de R$ 20 bilhões.
Em publicação nas redes sociais, Hang afirmou que atingir quatro décadas de atividade exige dedicação e disciplina das equipes de trabalho. O avanço dos negócios ocorre logo em seguida a um período em que o próprio empresário reconhece ter sofrido “perseguição política” por causa de suas posições ideológicas conservadoras. “Estamos construindo o melhor ano da nossa história”, escreveu.
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A projeção ocorre depois de um ano de resultados recordes para a varejista. Em 2025, a Havan registrou faturamento de R$ 18,5 bilhões, alta de cerca de 16% em relação ao ano anterior, além do maior lucro líquido de sua trajetória, de aproximadamente R$ 3,4 bilhões. A empresa também ampliou sua rede de lojas e fortaleceu sua presença em diferentes regiões do país.
Hang informou que a companhia pretende concluir sua presença em todo o território nacional ainda neste ano, com a inauguração de unidades em três estados onde a marca ainda não atua: Ceará, Roraima e Amapá. “Vamos inaugurar três lojas em três estados que faltam para completar o mapa do país: Fortaleza (CE), Boa Vista (RR) e Macapá (AP)”.
Fundada em 1986 em Brusque (SC), a expansão da Havan chama atenção por ocorrer em um momento difícil para o varejo brasileiro. O setor enfrenta os efeitos de juros elevados, crédito mais restritivo e inflação persistente, fatores que pressionam o consumo das famílias e aumentam os custos das empresas. Ainda assim, a rede catarinense tem conseguido ampliar receitas, lucros e geração de empregos.
STF incluiu empresário no Inquérito das Fake News
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu o dono da Havan no Inquérito das Fake News em 2020. Na ocasião, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão contra o empresário, que também sofreu a quebra dos sigilos bancário e fiscal. A decisão judicial apontou o nome de Hang como um possível responsável pelo “financiamento de inúmeras publicações e vídeos com conteúdo difamante e ofensivo” sobre a Corte.
A movimentação do STF ocorreu quando o empresário figurava como um dos principais aliados do então presidente Jair Bolsonaro no setor produtivo. Inclusive, Hang destinou R$ 1 milhão para a campanha de reeleição do político em 2022, depois que o Judiciário determinou o desbloqueio de suas contas bancárias. O fundador da Havan nega todas as acusações desde o início das investigações e recorre de todas as decisões nos tribunais. Seu nome segue no inquérito.
Ministério Público do Maranhão processou rede por poluição visual
As disputas judiciais continuaram nos anos seguintes, vindas de outros órgãos do Estado. O Ministério Público do Maranhão ingressou com uma ação civil pública em abril deste ano para exigir o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos. Os promotores alegam que a réplica da Estátua da Liberdade, marco da identidade visual da Havan, instalada na frente da loja provoca poluição visual no Estado. Na ocasião, Hang enviou nota para a redação de Oeste para contestar a movimentação e afirmou que a obra obteve todos os alvarás exigidos por lei antes do início da construção.
A Justiça do Trabalho também condenou a Havan no ano passado por suposto assédio eleitoral. Uma antiga funcionária moveu o processo sob a alegação de que a empresa rejeitava opiniões políticas contrárias a Bolsonaro na linha de frente das lojas. Hang também negou tudo e afirmou que “não aceita o errado como se verdadeiro fosse”.
Leia também: “Havan projeta melhor ano da história e mira 200 lojas até o fim de 2026”
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