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Rio: greve de rodoviários é suspensa depois de 3 dias de paralisação

Com a suspensão da greve, motoristas retornaram ao trabalho nesta quinta-feira, 2; não haverá desconto referente aos dias parados

Greve de rodoviários no Rio de Janeiro causou transtornos em toda a cidade | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Greve de rodoviários no Rio de Janeiro causou transtornos em toda a cidade | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro foi suspensa após três dias de paralisação, em assembleia realizada na quarta-feira, 1º, na qual cerca de 1,5 mil trabalhadores aprovaram a decisão, com apenas 18 votos contrários. Os motoristas retornaram ao trabalho nesta quinta-feira, 2, e mantiveram o "estado de greve" enquanto aguardam uma nova proposta salarial, que deve ser apresentada até segunda-feira, 6.

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro foi suspensa depois de três dias de paralisação que dificultaram a vida dos moradores da cidade. A decisão pela suspensão da greve foi tomada nesta quarta-feira, 1º, em assembleia da categoria.

No entanto, os trabalhadores decidiram manter o que chamam de “estado de greve”, em meio a uma nova rodada de negociações salariais prevista para a próxima segunda-feira, 6. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio participam das conversas.

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A proposta de suspensão da greve foi aprovada em assembleia que contou com a presença de cerca de 1,5 mil trabalhadores, segundo informações do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro. Houve apenas 18 votos contrários.

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Com a suspensão da greve, os motoristas retornaram ao trabalho nesta quinta-feira, 2. De acordo com o sindicato, ficou acertado que não haverá desconto referente aos dias parados.

O que os rodoviários reivindicam

Pelo acordo, os empregadores terão até segunda-feira 6 para apresentar uma proposta salarial melhor aos trabalhadores. Até agora, a oferta feita pelas empresas não agradou à categoria.

Entre as principais reivindicações dos empregados, estão um reajuste de 17% e o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.

Os trabalhadores ainda pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada de trabalho na escala 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de folga) e a substituição de contratos temporários da Mobi-Rio (empresa pública municipal que opera o sistema de transporte rápido por ônibus e algumas linhas da cidade) por vínculos sob o regime CLT.

As empresas ofereceram um reajuste salarial de 4,39% e disseram que não haveria contraproposta, mas as negociações prosseguem. Assim, o salário dos motoristas passaria dos atuais R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Já os condutores de ônibus articulados teriam seus vencimentos elevados de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação aumentaria de R$ 660 para R$ 689.

A decisão pela suspensão da greve dos rodoviários no Rio seguiu a determinação do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Melo Filho, de que pelo menos 80% da frota deveria circular durante a paralisação. Anteriormente, o TRT havia estipulado uma circulação mínima de 50%.

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