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Seleção Brasileira: onde o erro custa caro

Coordenador da equipe nacional, Rodrigo Caetano, em entrevista a Oeste, fala sobre os desafios até a Copa do Mundo de 2026

Rodrigo Caetano coordenador CBF
Rodrigo Caetano chegou ao cargo de coordenador da Seleção em 2024 | Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O ex-jogador Rodrigo Caetano, gaúcho, de 55 anos, só foi chegar ao auge da carreira depois que deixou os gramados. Entenda-se por ápice um objetivo comum neste meio futebolístico: atuar na Seleção Brasileira. Caetano se tornou coordenador da Seleção em fevereiro de 2024, depois de trabalhar na gestão de seis clubes considerados grandes, desde que encerrou a carreira de atleta, em 2003.

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Com a vinda de Carlo Ancelotti para ser o técnico do time nacional, o seu aprendizado se acelerou, devido ao conhecimento que o treinador tem do futebol europeu. Ao mesmo tempo, ele também se tornou uma ponte para que o italiano se aproprie de conceitos e do conhecimento sobre os jogadores brasileiros que atuam no Brasil.

Uma de suas funções, inclusive, é dar suporte ao treinador nas convocações. Essa é uma das muitas diferenças que ele constata em relação aos seus trabalhos em clubes.

“São muitas as diferenças”, afirma Caetano a Oeste. “Ainda estou aprendendo e me adaptando, tem uma diferença muito grande no enfoque da Seleção; ele é muito de planejamento, muito de observação, de ser um braço também nessa observação, para que tudo ocorra a erro zero no período de data Fifa e lá na frente na Copa do Mundo.”

Aprender a lidar com a função, para ele, é compreender que a pressão não pede licença. Estar na Seleção Brasileira significa, de alguma maneira, representar o país cuja população, quando se sente mal representada por qualquer detalhe que seja, faz cobranças semelhantes às que faria diante do prefeito de sua cidade ou do presidente do seu país.

Ele mesmo começou a ser alvo de uma pressão mais forte até a definição de Ancelotti como técnico. Dias antes do anúncio, em meio a um período de 35 dias em que o cargo ficou vago, depois da saída de Dorival Júnior, ele chegou a prometer que o nome seria divulgado “até a semana que vem.”

“No clube você tem uma rotina diária de contato com os atletas, de criar um ambiente através desse contato diário e muitas das vezes fazer as correções de rota no decorrer de uma competição, no decorrer dos treinos”, compara o dirigente. “Aqui na Seleção, você não tem essa possibilidade, aqui você planeja e não pode errar. O erro pode ser fatal, seja numa data Fifa ou seja numa competição.”

Sem testes na Seleção Brasileira

Caetano também tem sentido uma pressão maior em relação aos clubes, conforme afirma.
“No clube você sofre a pressão pela torcida daquela entidade”, ressalta o coordenador. “Eu não trabalhei em tantos clubes assim, apesar de 22 anos foram seis, mas aqui na Seleção é uma pressão por uma responsabilidade que envolve o país todo. Existe uma expectativa enorme em cima da Seleção Brasileira.”

Pouco antes da entrevista, Caetano chamou o jogador Casemiro, que passava pela lateral da zona mista. Ao abraçá-lo, teve uma conversa de “pé de ouvido”, que demonstrava uma relação próxima com o jogador, considerado a referência do time. É muito diferente lidar com um jogador consagrado, do Manchester United, e outro, de uma equipe de menor prestígio ou em início de carreira? Foi a pergunta natural.

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“Eu acho que vai muito da nossa forma e da nossa conduta”, disse Caetano. “A minha conduta com os atletas de clube e de Seleção é a mesma. Com muita transparência, com muita relação. E, principalmente, com muita verdade. Dessa forma, o atleta, pode ser da Seleção ou não; vai interpretar, creio eu, como um bom caminho com esse perfil de liderança.”

Independentemente de seus métodos, Caetano sabe que, se a equipe não corresponder no campo, todo o trabalho fica ameaçado. Por isso, não há, na Seleção Brasileira, segundo ele, espaço para testes. Ainda mais diante de uma necessidade urgente de voltar a conquistar o título mundial. Na Copa de 2026, o Brasil completará 24 anos sem conquistar a mais importante das taças do futebol.

“A Seleção Brasileira nunca é um local de avaliação; os atletas que chegam aqui, chegam por mérito, porque apresentaram um nível que, nos seus clubes, os fez serem chamados”, completa Rodrigo Caetano. Isso, aliás, é outra coisa que ele está aprendendo na Seleção. Bem rápido.

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2 comentários
  1. Wagner Cesar Palmieri
    Wagner Cesar Palmieri

    Penso da mesma maneira Sérgio Dutra, é uma entidade sem credibilidade nenhuma, até os sorteios (ex:copa do Brasil) são manipulados pensando exclusivamente em renda,e não na segurança de torcedores, sem contar as gastanças com presidentes de federações estaduais,regadas com orgias e outras coisas, primeira providência,tirar do Rio de Janeiro,levar pra Cuiabá, Goiânia, Palmas,etc…

  2. Sergio Dutra Vianna
    Sergio Dutra Vianna

    Infelizmente, não consigo mais confiar em ninguém da CBF. É só ver o histórico de dirigentes e funcionários para prever as futuras manchetes na Revista Oeste sobre corrupção e regalias dos dirigentes e mais um fracasso da seleção.

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