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Servidores da USP mantêm greve

Paralisação entra no nono dia e negociação com reitoria continua nesta quarta-feira, 22

A USP informou que recorrerá da decisão por meio de sua procuradoria-geral | Foto: Reprodução/Flickr
Greve conta com apoio do DCE | Foto: Reprodução/Flickr

Servidores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram manter a greve iniciada em 14 de abril, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 22. O movimento completa nove dias e ocorre em meio a negociações com a reitoria, que devem continuar ainda hoje.

A paralisação começou como reação a uma proposta de acréscimo de R$ 4,5 mil no salário de professores envolvidos em projetos considerados estratégicos, como oferta de disciplinas em inglês e ações de extensão. Para os servidores, a medida cria distorção ao beneficiar apenas docentes.

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Alunos da USP acusados de antissemitismo são do curso de ciências moleculares | Foto: Divulgação/USP; israel
Servidores também exigem que a reitoria analise na reivindicações estudantis | Foto: Divulgação/USP

Os funcionários querem que o valor destinado à gratificação seja redistribuído entre os servidores. Segundo a proposta apresentada pelo movimento, isso poderia gerar reajuste de até R$ 1,6 mil.

Movimento inclui demandas de estudantes

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) participaram de reunião com a reitoria para avaliar contraproposta. Durante a assembleia, os servidores decidiram condicionar o avanço das negociações à inclusão de reivindicações estudantis.

Entre os pedidos, estudantes cobram aumento no valor das bolsas e melhorias nos serviços dos restaurantes universitários. Ao menos 15 unidades da universidade, na capital e no interior, aderiram à paralisação. O movimento tem apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE).

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A reitoria informou que prevê investimento de cerca de R$ 461 milhões no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), que atende quase 16 mil alunos. A administração também afirmou que avalia a qualidade dos restaurantes universitários e que já emitiu alertas e advertências às empresas responsáveis.

A gratificação proposta pela universidade se aplica a professores em regime de dedicação integral, que representam mais de 80% do corpo docente. O salário inicial de um professor doutor nesse regime é de R$ 16,3 mil.

+ Leia também: “USP tenta encerrar greve com gratificação de até R$ 1,6 mil a servidores

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