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Sindicalistas desafiam a Justiça e mantêm greve do Metrô e da CPTM

Estações continuam fechadas na manhã desta terça-feira, 28, apesar de decisão judicial determinando a operação do transporte sobre trilhos em SP

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Nova greve afeta milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A paralisação geral do transporte sobre trilhos na Região Metropolitana de São Paulo convocada por sindicatos segue ativa no início da manhã desta terça-feira, 28. A greve ocorre apesar de decisão da Justiça, que determina o funcionamento quase que por completo das linhas mantidas pela Companhia do Metropolitano (Metrô) e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

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Conforme o governo do Estado de São Paulo, nenhuma das quatro linhas operadas pelo Metrô funcionava integralmente por volta das 5h48. Muitas das estações estavam fechadas — impactando diretamente milhões de passageiros.

A linha 1-Azul, por exemplo, opera somente o trecho que vai das estações Tiradentes e Ana Rosa. A 2-Verde funciona do Alto do Ipiranga até Clínicas. A 3-Vermelha, por sua vez, funciona da estação Bresser-Mooca até Santa Cecília. A linha do monotrilho, a 15-Prata, está totalmente fechada.

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Na CPTM, o cenário não é muito diferente. A linha 10-Turquesa, que em dias normais interliga o município de Rio Grande da Serra ao Brás (área central da capital paulista), está fechada. A 7-Rubi opera apenas o trecho de Luz a Caieiras. A 11-Coral, por sua vez, segue ativa somente de Luz a Guianases. Com intervalos maiores que o normal, as linhas 12-Safria e 13-Jade funcionam integralamente.

Paralisação apesar de decisão judicial

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Metrô de São Paulo: mais um dia com paralisação do serviço | Foto: Reprodução/Flickr

A situação de greve, com direito a estações e até linhas completas fechadas, ocorre mesmo diante de decisão da Justiça. Na segunda-feira 27, o Poder Judiciário havia determinado que ao menos 85% do contingente de trabalhadores da CPTM e 80% dos serviços do Metrô permanecessem ativos durante os horários de pico.

A decisão contra a paralisação do transporte público sobre trilhos partiu do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Além da operação em si, a Corte determinou multas diárias previstas de R$ 600 mil para os sindicatos responsáveis pela CPTM e R$ 700 mil para o sindicato dos metroviários, do Metrô.

Greve do Metrô e da CPTM: sindicalistas que desafiaram a Justiça reclamam de projetos de privatização

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Sindicalistas comemoram greve que afeta milhões de pessoas | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A greve desta terça-feira foi convocada por três sindicatos ligados a funcionários da CPTM e do Metrô. Além disso, a paralisação conta com entidades vinculadas à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a professores das redes estadual e municipal. Em comunicados, os sindicalistas alegam que a paralisação se dá como forma de protesto contra projetos de privatização da Sabesp e de linhas mantidas pela CPTM e pelo Metrô.

Propostas de entregar tais serviços à iniciativa privada são bandeiras de campanha do governador Tarcísio de Freitas. A privatização da Sabesp, por exemplo, avançou na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na última semana.

Pelo Twitter, Tarcísio criticou a paralisação. De acordo com ele, a greve é “abusiva e política”. Conforme afirmou, o movimento grevista prejudica cerca de 4,6 milhões de trabalhadores e estudantes que dependem das linhas paralisadas nesta terça-feira.

“Lamentavelmente, assembleias que reuniram uma minoria da totalidade de metroviários e ferroviários decidiram impor novo caos a cerca de 22 milhões de moradores da Grande São Paulo”, afirmou Tarcísio. “Devem ser afetados direta ou indiretamente pela greve.”

Com o propósito de marcar posição contra a privatização, a greve que afeta o serviço do Metrô e da CPTM ajuda a demonstrar que o modelo funciona. Isso porque, sem a atuação de sindicalistas que desafiam a Justiça, as quatro linhas sob concessões funcionam normalmente na manhã desta terça-feira.

As linhas operadas pela iniciativa privada em São Paulo:

  • ViaQuatro

Linha 4-Amarela.

  • ViaMobilidade

Linhas 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

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4 comentários
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    São muito burros, isso apenas acelera o processo de privatização e atrai o ódio da população contra a esquerda vadia.

  2. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Tem que privatizar sim, deixar nas mãos de vagabundos não dá, nesse caso uma demissão seria ótima …

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Tem muita gente querendo trabalhar , é só colocar esses vagabundos na rua ..

  4. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    O pré candidato a prefeitura de São Paulo, financiado pela fina flor da agiotagem internacional, não desiste de prejudicar a população para criar um ambiente de tumulto e promover sua plataforma vazia.

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