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Brasil

Sobe para 49 o número de mortos por causa de chuvas e enchentes no RS

Dez pessoas continuam desaparecidas no Estado, que encarou um ciclone extratropical no início de setembro

número mortos chuvas
Imagem área de uma das cidades gaúchas afetadas pelas recentes enchentes | Foto: Agência Brasil

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou o número de mortos no Estado em decorrência das recentes chuvas e enchentes. Conforme boletim divulgado na noite de terça-feira 19, 49 mortes foram confirmadas em meio à tragédia climática.

A última vítima confirmada era uma mulher, informaram as autoridades gaúchas. O corpo dela foi localizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros, no município de São Valentim do Sul, no Vale do Taquari.

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A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias se deslocaram até o local para cumprimento dos protocolos de registro e identificação. No momento, não há como afirmar se ela é uma das dez pessoas que constam na lista de desaparecidos.

Leia mais: Mais de 20 pessoas estão desalojadas por causa das enchentes no Rio Grande do Sul

Números da tragédia no RS

Os dados da destruição deixada pela passagem do ciclone nos primeiros dias de setembro seguem em lista atualizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Mortes: 49

  • Bom Retiro do Sul: 1;
  • Colinas: 2;
  • Cruzeiro do Sul: 5;
  • Encantado: 1;
  • Estrela: 2;
  • Ibiraiaras: 2;
  • Imigrante: 1;
  • Lajeado: 3;
  • Mato Castelhano: 1;
  • Muçum: 16;
  • Passo Fundo: 1;
  • Roca Sales: 12;
  • Santa Tereza: 1; e
  • São Valentim do Sul: 1.

Desaparecidos: 10

  • Arroio do Meio: 1;
  • Encantado: 1;
  • Lajeado: 2;
  • Muçum: 4;
  • Roca Sales: 1; e
  • Santa Tereza: 1.

Pessoas resgatadas: 3.130.

Municípios afetados: 106.

Desabrigados no momento: 765.

Desalojados: 21.095.

Feridos: 943.

Enchentes e deslizamentos até o verão

Região que sofre com inundações provocadas pela passagem de um ciclone extratropical, o Sul do Brasil deverá enfrentar mais enchentes e deslizamentos de terra. De acordo com projeção do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o problema vai persistir até o fim do próximo verão do Hemisfério Sul, em março de 2024.

Em seu site oficial, o Inmet destacou que, mesmo havendo divegências em relação à exata intensidade do fenômeno, é importante que as autoridades tomem precauções para evitar maiores prejuízos.

Leia também: Número de mortos por enchente na Líbia pode chegar a 40 mil

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