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TCU exige detalhes de contrato entre Moro e consultoria

Ministério Público apura se houve conflito de interesses em um contrato entre o ex-juiz da Lava Jato e a Alvarez & Marsal

Moro
Foto: Lula Marques/Agência PT

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao Conselho Nacional de Justiça e à Alvarez & Marsal — administradora judicial da Odebrecht — que forneçam documentos sobre o rompimento do vínculo entre o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) e a empresa de consultoria.

Em despacho emitido em 17 de dezembro, o ministro Bruno Dantas exigiu que o CNJ, corregedorias de Tribunais de Justiça e a Alvarez & Marsal “encaminhem informações acerca do número de processos de recuperação judicial em que empresas do grupo Alvarez & Marsal atuam ou atuaram na qualidade de administradoras judiciais desde o ano de 2013”.

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À empresa de consultoria, o TCU também determinou o envio da “documentação relativa ao rompimento do vínculo de prestação de serviços com o ex-juiz Sergio Moro, incluindo datas das transações e valores envolvidos”.

A determinação atende a um pedido do Ministério Público, em conjunto com o próprio TCU, para acesso a documentos sobre o rompimento da Alvarez & Marsal com Moro.

Investigação

Os pedidos fazem parte de uma investigação que apura se houve conflito de interesses em um contrato entre o ex-juiz da Lava Jato e a consultoria norte-americana.

Moro ocupava o cargo de sócio-diretor da empresa desde novembro de 2020, atuando na área de “disputas e investigações”.

No começo deste ano, o ministro do TCU já havia classificado fatos envolvendo a relação entre a empresa norte-americana e Moro como “gravíssimos”.

O ex-juiz tem informações privilegiadas do grupo Odebrecht, além de ter proferido decisões e orientado acordos de leniência da construtora enquanto atuou na Lava Jato.

O TCU apura se isso contribuiu para que a empresa entrasse em recuperação judicial.

Em março, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão dos pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal até o desfecho do procedimento instaurado no TCU.

A empresa tem quase R$ 26 milhões a receber de alvos da Operação Lava Jato, como a Odebrecht.

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6 comentários
  1. Davi AHS
    Davi AHS

    Acho muito lamentável. Como juiz, foi um herói. Como ministro, foi uma decepção. Agora, como político, vai sentir o peso da vingança dos corruptos.

    O TCU, tradicionalmente, é usado como instrumento do Legislativo, apesar de não haver uma subordinação formal.

  2. Errol Bicalho
    Errol Bicalho

    MP outro antro de comunistas muito bem pagos e q prestam serviços diretamente ao ser das trevas.

  3. Roberto Fakir
    Roberto Fakir

    Querem fazer igual o ditador da Nicarágua. Os tribunais vão mandar prender todos aqueles que poderão fazer frente ao Lula nas eleições. Barroso começou a proibir voto auditavel. A Globo, por intermédio de Renata LoPrete, ameaçou Bolsonaro com prisão, avisando que se o STF prender o presidente o CONSORCIO vai apoiar. Vão acabar prendendo Moro por receber salário de uma consultoria. Vão deixar apenas Ciro, Doria e Cabo Daciolo disputando com o Lula.

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