A Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) determinou que a Enel retome, imediatamente, o fornecimento de energia nas regiões críticas atingidas pelo apagão que começou na última terça-feira 9, na capital e em municípios da região metropolitana. A decisão da 31ª Vara Cível do Foro Central estabelece multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento.
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A juíza Gisele Valle Monteiro da Rocha reforçou que unidades hospitalares, serviços de saúde, instituições públicas essenciais, creches, escolas, sistemas de água e saneamento, além de imóveis com pessoas vulneráveis, devem receber energia imediatamente. Se houver impedimentos técnicos, a concessionária tem até quatro horas para normalizar o serviço. Para demais imóveis, o prazo é de até 12 horas.
Falta de preparo e histórico de falhas da Enel
Em sua decisão, a magistrada criticou a Enel por não apresentar plano de contingência adequado nem comunicação eficiente durante a interrupção, que já dura mais de 72 horas. Segundo Da Rocha, episódios climáticos nesta época do ano são previsíveis, e exigem estoque de materiais, logística e coordenação com Defesa Civil e Poder Público.
A juíza destacou em sua decisão que a crise atual não é isolada, citando falhas repetidas da concessionária em períodos de chuva. As multas aplicadas à empresa ao longo dos anos evidenciam descaso e problemas estruturais recorrentes.
Funcionários da Enel gravando dancinha na Avenida Paulista enquanto a cidade tem mais de meio milhão de clientes sem energia elétrica.
— Demétrio Vecchioli (@demetriovec) December 12, 2025
Vídeo gravado hoje às 9h52 na frente do Trianon. pic.twitter.com/ypVXf0Z48K
A determinação judicial decorre de ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Defensoria Pública. Os órgãos apontaram que a prestação do serviço foi “inadequada, ineficiente e descontínua” depois de os apagões iniciados nos dias 9 e 10 de dezembro, que atingiram cerca de 2,2 milhões de unidades consumidoras. Até a noite desta sexta-feira, 12, mais de 500 mil clientes ainda permaneciam sem energia, segundo a Enel.
A concessionária também deve informar, em até 12 horas, a estimativa de restabelecimento por área e ocorrência. Ela deve atualizar os dados continuamente até a total normalização do serviço, sob pena da mesma multa de R$ 200 mil por hora.
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