O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve na quinta-feira 23 a decisão que suspendeu o processo de tomada de contas especial movido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) contra o ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Podemos).
A Corte de contas cobrava do ex-procurador o valor de R$ 2,8 milhões relativos a gastos realizados com passagens e diárias de procuradores durante a operação. No início de junho, a Justiça Federal suspendeu a decisão do TCU que cobrava os valores de Deltan.
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O presidente do TRF-4, Ricardo Teixeira do Valle Pereira, indeferiu um recurso da Advocacia-Geral da União que pedia o retorno do processo. O desembargador entendeu que a decisão da Justiça não causa qualquer risco ou lesão ao interesse público.
Com isso, o processo de tomada de contas especial no TCU deve seguir suspenso até o julgamento de mérito da ação anulatória movida pelo ex-procurador na Justiça Federal do Paraná.
A Procuradoria Regional Eleitoral da 4ª Região também havia apresentado manifestação favorável a Deltan e contra o recurso da AGU, que foi agora indeferido pelo presidente do TRF-4.
Em nota, Deltan disse que “até agora, temos colecionado vitórias, mas tudo pode mudar nos Tribunais Superiores. Se isso acontecer, ficará ainda mais nítido para a sociedade brasileira que estamos de fato sendo punidos pelo bom trabalho realizado pela Lava Jato”.


‘O Judiciário brasileiro não foi pensado para punir criminosos poderosos’ 


































Como os tribunais superiores são bastantes parciais e muitas vezes aliados dos criminosos corruptos, é bem provável mudarem o entendimento e haver mais uma aberração jurídica!