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Veja as capitais do Brasil com melhor qualidade ambiental

Curitiba lidera a lista, seguida por Brasília e Cuiabá (MT)

A liderança de Curitiba se deve à inexistência de queimadas ou focos de calor (zero por mil habitantes) e à presença de 12% de áreas verdes na cidade, por esse motivo, é a capital com melhor qualidade ambiental | foto: Wikimedia Commons
A liderança de Curitiba se deve à inexistência de queimadas ou focos de calor (zero por mil habitantes) e à presença de 12% de áreas verdes na cidade, por esse motivo, é a capital com melhor qualidade ambiental | foto: Wikimedia Commons

O Índice de Progresso Social (IPS-Brasil) publicou, nesta semana, a lista das capitais brasileiras com melhor qualidade ambiental. De acordo com a instituição, Curitiba lidera o quadro, seguida por Brasília e Cuiabá (MT).

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Os indicadores incluem a proporção de áreas verdes no perímetro urbano. Também são avaliadas as emissões anuais de carbono per capita, perda de vegetação, focos de calor ou queimadas e vulnerabilidade climática local.

Recentemente, o Brasil enfrentou algumas catástrofes naturais, como a tempestade que devastou o Rio Grande do Sul e o aumento de seca e queimadas.

Confira abaixo as capitais e suas notas:

  • Curitiba: 78,31;
  • Brasília: 74,91;
  • Cuiabá: 74,53;
  • Salvador: 73,61;
  • Palmas: 73,55;
  • Fortaleza: 72,49;
  • Vitória: 72,02;
  • João Pessoa: 71,86;
  • Recife: 71,81;
  • Belo Horizonte: 71,4;
  • Goiânia: 71,25;
  • Rio de Janeiro: 70,99; 
  • Natal: 70,97; 
  • Aracaju: 70,95; 
  • Campo Grande: 70,73; 
  • Florianópolis: 70,25; 
  • Manaus: 69,98; 
  • São Paulo: 69,04; 
  • Boa Vista: 68,87; 
  • Maceió: 68,24; 
  • Teresina: 67,75; 
  • São Luís: 66,43; 
  • Macapá: 66,23; 
  • Porto Alegre: 65,89; 
  • Belém: 65,62; 
  • Rio Branco: 64,84; e 
  • Porto Velho: 43,29. 

Metodologia e resultados do IPS Brasil sobre a qualidade ambiental 

A liderança de Curitiba se deve à inexistência de queimadas ou focos de calor (zero por mil habitantes) e à presença de 12% de áreas verdes na cidade. Além disso, registrou um dos menores índices de vulnerabilidade climática, com baixo risco de eventos extremos, como secas e inundações.

Jardim Botânico, em Curitiba (PR) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Jardim Botânico, em Curitiba (PR) | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

“Curitiba não foi surpresa”, afirmou Beto Veríssimo, autor do estudo, ao jornal O Estado de S. Paulo. “É uma cidade com muitos parques, áreas verdes, que soube proteger bem seus mananciais, e onde há pouquíssimas queimadas e baixa emissão de carbono per capita. Brasília também tem muitas áreas verdes, parque nacional e floresta. Foi desenhada dessa forma.”

Para comparação, Porto Velho (RO), última colocada, possui emissões 27 vezes maiores que Curitiba. A capital de Rondônia chega a 44 toneladas por habitante ao ano, principalmente em virtude das queimadas na região.

Recorde de focos de fogo na Amazônia

No primeiro semestre deste ano, a Amazônia registrou recordes de focos de fogo. A floresta expos falhas do governo na prevenção de incêndios. 

“Quando o fogo pega na Amazônia, já perdemos a luta”, disse Erika Berenguer, bióloga e pesquisadora da Universidade de Oxford, ao Estadão. “O governo focou no combate e pouco na prevenção.”

Focos de incêndio na Amazônia atingem maior patamar em 17 anos | Foto: Nilmar Lage/Greenpeace/Divulgação
Focos de incêndio na Amazônia atingem maior patamar em 17 anos | Foto: Nilmar Lage/Greenpeace/Divulgação

Brasília também se destacou por ter cerca de 10% de sua área urbana coberta por áreas verdes e emissões anuais de carbono de 2,3 toneladas per capita. A capital federal ainda obteve uma nota relativamente alta no índice de vulnerabilidade, a quinta melhor entre as capitais.

Recentemente, entretanto, Brasília enfrentou a propagação de fogo e fumaça no Parque Nacional.

Metodologia contestada

São Paulo aparece em 18º lugar, com apenas 6,3% de áreas verdes e alto índice de vulnerabilidade climática. A capital paulista registrou nota baixa, em razão da propensão a enchentes e extremos climáticos.

A Prefeitura de São Paulo contesta a metodologia do estudo. A administração municipal afirma que a cidade tem 54% de áreas verdes, segundo um levantamento com base em imagens de satélite e o Índice de Vegetação de Diferença Normalizada (NDVI).

Inmet alerta para baixa umidade relativa do ar
Vista para região da Avenida Paulista a partir da área central da cidade de São Paulo, no fim da tarde, mostra uma densa camada de fumaça, que pode ser das queimadas ativas no interior do Estado de São Paulo | Foto: Suamy Beydoun/Agif – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Já a Prefeitura de Porto Velho informou que tem intensificado fiscalizações ambientais para autuar os responsáveis por práticas ilegais que agravam queimadas. Além disso, reforçou as campanhas de conscientização.

A gestão municipal também opera um viveiro para promover a arborização. Também distribui mudas durante ações específicas, com mais de 30 mil sementes plantadas em diversas áreas.

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