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Brasil

Veja como eram os rostos de Dom Pedro e da Família Real

Nova criação gráfica dos rostos de D. Pedro e de outros membros da Família Imperial

reconstrução facial família imperial
Reconstrução facial do imperador Dom Pedro I. Imagem: Valdirene Ambiel/Divulgação

Pedro I do Brasil (D. Pedro IV de Portugal) ganhou recentemente uma nova representação facial. A imagem é resultado do trabalho de uma equipe multidisciplinar que processou cerca de 20 mil imagens de tomografia computadorizada. Mas não só. Estudos médicos e odontológicos também foram usados no trabalho gráfico, que recriou igualmente os rostos das imperatrizes Leopoldina e Amélia.

O trabalho foi conduzido pela historiadora Valdirene Ambiel, autora do livro O Novo Grito do Ipiranga (Linotipo Digital, 2017). E esse trabalho gráfico é parte de sua tese de doutorado na Faculdade de Medicina da USP, que foi aprovada nesta terça-feira, 7.

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Reconstrução facial da imperatriz dona Amélia para tese de doutorado da arqueóloga e historiadora Valdirene Ambiel na Faculdade de Medicina da USP
Reconstrução facial da imperatriz dona Amélia, feita para tese de doutorado da arqueóloga e historiadora Valdirene Ambiel, na Faculdade de Medicina da USP – Valdirene Ambiel/Divulgação

Valdirene diz que “a aproximação facial é uma correlação minuciosa entre ossos e músculos”. Ela afirma ainda que, “primeiro de tudo, tem de se estudar muito a anatomia, porque esse tipo de trabalho exige a maior quantidade possível de imagens”. O resultado das análises provou que Dom Pedro I tinha o rosto alongado, com lábio superior curto e padrão de olhos “caídos”. O imperador devia ter olheiras profundas e certa dificuldade para respirar, em função de um desvio de septo.

O autor do grito de “Independência ou Morte!” tinha o hábito de mastigar sobretudo do lado direito da boca. A higiene bucal do monarca, aliás, era exemplar — pelo menos para os padrões da época —, porque D. Pedro tinha quase todos os dentes em boas condições. As análises mostraram ainda que havia duas restaurações dentárias, feitas provavelmente em ouro, na boca do imperador. A imperatriz Amélia — segunda esposa de D. Pedro —, que morreu aos 60 anos, tinha apenas cinco dentes.

Reconstrução facial da imperatriz Leopoldina para tese de doutorado da arqueóloga e historiadora Valdirene Ambiel na Faculdade de Medicina da USP
Reconstrução da imperatriz Leopoldina – Valdirene Ambiel/Divulgação

Já D. Leopoldina, como autêntica representante dos Habsburgo, possuía ossos maxilares assimétricos, com queixo protuberante. Ao contrário do que se acreditava, seu fêmur não está quebrado; não há evidência de que a imperatriz tenha sofrido violência doméstica.

Leia também: “Império de Verdades: príncipe brasileiro comenta novo livro sobre a história do Brasil”

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2 comentários
  1. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    Caraca! Fizeram D. Pedro ficar parecido com o Jean Willis!

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