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Brasil

Veja quais são os 13 Estados com mais beneficiários do Bolsa Família do que empregados com carteira assinada

Maranhão lidera a lista, enquanto Santa Catarina é o menos dependente do benefício

Uma mulher de pele parda segura o cartão de benefício do Bolsa Família, na cor amarela
Antes da pandemia, eram oito Estados com mais benefícios que empregos formais | Foto: Rafael Lampert Zart/Ascom/MDSA

Em 13 Estados do Brasil, há mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Esses números constam em relatórios do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS). O site Poder360 comparou os dados e os divulgou nesta sexta-feira, 29.

O Estado do Maranhão é onde a dependência do Bolsa Família é mais forte. Há 641 mil empregos com carteira assinada e cerca de 1 milhão de famílias maranhenses recebendo o benefício. Santa Catarina, por sua vez, é o Estado que menos depende do benefício. Ali há dez trabalhadores no mercado formal para cada beneficiário.

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A lista de Estados em que o número de beneficiários do Bolsa Família supera o de trabalhadores com carteira assinada

  • 1º) Maranhão (1,2 milhão beneficiários; 640,5 mil empregados com carteira assinada; resultado: -580,8 mil);
  • 2º) Bahia (2,4 milhões de beneficiários; 2 milhões de empregados com carteira assinada; resultado: -422 mil);
  • 3º) Pará (1,3 milhão de beneficiários; 955 mil empregados com carteira assinada; resultado: -393 mil);
  • 4º) Piauí (607 mil beneficiários; 349 mil empregados com carteira assinada; resultado: -257 mil);
  • 5º) Paraíba (676,5 mil beneficiários; 487 mil empregados com carteira assinada; resultado: -189 mil);
  • 6º) Pernambuco (1,6 milhão de beneficiários; 1,4 milhão de empregados com carteira assinada; resultado: -150 mil);
  • 7º) Amazonas (647 mil beneficiários; 521 mil empregados com carteira assinada; resultado: -126 mil);
  • 8º) Ceará (1,4 milhão de beneficiários; 1,3 milhão de empregados com carteira assinada; resultado: -121 mil);
  • 9º) Alagoas (538 mil beneficiários; 444 mil empregados com carteira assinada; resultado: -94 mil);
  • 10º) Sergipe (385 mil beneficiários; 329 mil empregados com carteira assinada; resultado: -56 mil);
  • 11º) Amapá (118 mil beneficiários; 87 mil empregados com carteira assinada; resultado: -30 mil);
  • 12º) Acre (131 mil beneficiários; 104 mil empregados com carteira assinada; resultado: -26 mil); e
  • 13º) Rio Grande do Norte (505 mil beneficiários; 503 mil empregados com carteira assinada; resultado: -1,7 mil).

Entenda o cenário

Antes da pandemia, eram oito Estados com mais benefícios que empregos formais. O número subiu para dez, em 2020; para 12, em 2022, com o Auxílio Brasil; e para 13, em 2023 — número que se manteve em 2024. Todos os Estados do Nordeste e quatro Estados do Norte se encontram nesta situação.

Apesar das estatísticas, houve uma redução geral na proporção no último ano. Em 25 Estados, o número de beneficiários em relação aos trabalhadores com carteira assinada diminuiu. As únicas exceções foram o Distrito Federal e Santa Catarina, onde a proporção já era baixa.

Leia também: “Governo anuncia revisão de cadastros do Bolsa Família, depois de excluir 2 milhões do programa”

Em janeiro de 2020, o Brasil tinha 39,6 milhões de trabalhadores com carteira e 13,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família. O número de beneficiários subiu para 14,5 milhões em dezembro de 2021, quando o mercado de trabalho já havia se recuperado parcialmente do baque da pandemia de covid-19.

No ano eleitoral de 2022, esse número foi ampliado para 21,6 milhões. Ao menos 3 milhões dos 7 milhões de novos beneficiários foram incluídos no programa nos 3 meses que antecederam o pleito.

A rápida expansão de 49% no número de famílias beneficiárias gerou preocupações entre os economistas, que temiam que o cadastro acelerado pudesse comprometer a eficácia do programa.

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Além disso, houve um aumento temporário no valor do benefício em 2022, chegando a R$ 600. O valor tornou-se tornou permanente depois de um tempo. Em 2023, uma nova expansão elevou o valor médio para R$ 680.

O rápido aumento do Bolsa Família coincidiu com uma fragilização do trabalho em carteira assinada, com muitos trabalhadores migrando para o mercado informal. Com isso, em janeiro de 2023, para cada 2 empregos com carteira assinada, havia 1 beneficiário do Bolsa Família.

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5 comentários
  1. arnaldo botelho barbosa
    arnaldo botelho barbosa

    Sou maranhense, com muito orgulho, mas sinto-me constrangido e envergonhado com esta realidade. Mas isso não conta, o que se vê é exatamente isso. Vou ao meu estado uma vez por ano, e a cada ano vejo aumentar a população de crianças por conta do “bolsa família” e da “bolsa escola” e de outras “bolsas” criadas pelos governos federal, estadual e municipal com o fito de se perpetuarem no poder através do cabresto, da submissão e do medo da população menos aquinhoada de recursos de perder tais “benefícios”. Some-se a isto aqueles que, na burla, por serem apadrinhados dos políticos, também são beneficiários. UMA VERGONHA, UMA HUMILHAÇÃO!

  2. Bibliófilo

    Que bolsa família, que nada! BOLSA VOTO. Veja os estados: nordeste e norte, que há décadas comem capim nas mãos do PT.

  3. Christian
    Christian

    Vejam que incrível : Os estados onde existem os políticos mais RICOS são os que pagam a Bolsa Familia.
    Não seria o caso de averiguar isso ?
    Quem mantem o povo no anzol é quem segura a vara.

  4. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    É preciso mantê-los assim. pras coisas continuarem como foram, são e serão.
    Os políticos ,isto é, os coronéis que mandam no Brasil, são de lá.

    1. Marco Polo Gerard Bondim
      Marco Polo Gerard Bondim

      Infelizmente!
      E nós consentimos, levamos condições efetivas para melhoria (água, por exemplo), mas assim que possível o crime organizado atua e retorna à situação anterior!

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