publicidade
Brasil

Viaduto inacabado em Santa Catarina completa 14 anos e segue sem uso

A estrutura, que faz parte do projeto do contorno ferroviário de São Francisco do Sul, é apelidada de ‘maior mesa de sinuca do mundo’

Viaduto em São Francisco do Sul
O viaduto fica localizado em São Francisco do Sul, em Santa Catarina | Foto: Divulgação/X/@renanbernardi

Um viaduto construído em 2011 na SC-415, em São Francisco do Sul (SC), continua inacabado depois de 14 anos e se tornou símbolo do atraso de obras federais no estado. A estrutura, sem ligação com a rodovia, ganhou o apelido de “maior mesa de sinuca do mundo” entre moradores e motoristas que circulam pela região.

O viaduto faz parte do projeto do contorno ferroviário de São Francisco do Sul, obra sob responsabilidade da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária (DIF), vinculada ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). 

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Segundo o órgão, ouvido pelo portal G1, a construção seria usada para evitar o cruzamento entre a rodovia estadual e a futura linha férrea, garantindo mais segurança ao tráfego.

As obras foram interrompidas por ajustes no projeto de engenharia, devido a condições geotécnicas do local. Sem o serviço de encabeçamento — a ligação do viaduto à pista —, a estrutura ficou isolada, dando origem à comparação com uma mesa de sinuca suspensa.

O DNIT informou que a continuidade das obras depende de disponibilidade orçamentária: “Tão logo haja disponibilidade, será feito o procedimento licitatório para contratação das obras”.

Viaduto é interditado depois de acidente

Em 22 de julho deste ano, o viaduto foi interditado depois de um caminhão colidir com uma de suas vigas, deslocando um pilar. Desde então, o tráfego foi desviado e a passagem sob a estrutura ficou bloqueada.

O DNIT publicou uma portaria autorizando a contratação emergencial de serviços para recuperação da área. Um laudo preliminar indicou que a estrutura pode ser recuperada. Para isso, engenheiros instalaram equipamentos de monitoramento que vão acompanhar a situação antes do início das obras de reparo.

O contorno ferroviário, do qual o viaduto faz parte, ainda não foi concluído. Passados 14 anos, a obra permanece como exemplo de investimento iniciado sem previsão de conclusão e alvo de críticas locais por representar desperdício de recursos públicos e insegurança para os motoristas que trafegam na região.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Pra quem faz parte das novas gerações, o nome correto é Elefante Branco, coisa de político incompetente.

  2. Dario Palhares
    Dario Palhares

    Que tal os moradores comprarem umas dinamites e implodirem esse monstrengo? Se no Rio Grande moradores reconstruíram rapidamente pontes após as enchentes, então podem facilmente desfazer isso.

  3. Christian
    Christian

    Começou num Goverto Petista e nunca irão termná-la. Agora para contruir algo assim, sem pé nem cabeça, muitos devem ter enchido os bolsos de .

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade