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Vigilante haitiano é assassinado no Aeroporto de Congonhas

Criminosos mataram segurança, de 27 anos, com tiro no peito dentro de canteiro de obras

Aeroporto de Congonhas SP
A polícia busca agora outras rotas de fuga que possam ter sido registradas por câmeras de trânsito na região de Congonhas | Foto: Agência Brasil

Criminosos mataram o imigrante haitiano Sylvio Volcy, de 27 anos, na madrugada desta segunda-feira, 20, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O vigilante terceirizado trabalhava no canteiro de obras do portão 4 e foi atingido por um tiro no peito. Um encarregado da reforma encontrou o corpo de bruços perto de um banheiro químico, com chaves e cadeados espalhados ao lado.

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Equipes médicas da concessionária Aena socorreram a vítima ainda no terminal. Volcy foi então levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jabaquara, mas morreu pouco depois de dar entrada. A Polícia Militar informou que os pertences do segurança, como celular e crachá, continuavam no bolso da farda.

Fuga e testemunhas

Um vigilante que trabalhava em um posto vizinho relatou ter ouvido um forte estrondo por volta de 1h10. Logo em seguida, ele viu quando três homens fugiram do local da obra — dois a pé e um em uma motocicleta. Testemunhas que tiveram contato com Volcy antes do crime deram relatos diferentes: um colega afirmou que o haitiano estava nervoso, enquanto um motorista de caminhão-pipa disse que ele agia normalmente.

A perícia não encontrou estojos de munição no chão do canteiro. O caso foi registrado como morte suspeita na 2ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur). Agentes da Secretaria de Segurança Pública tentam agora identificar os autores do homicídio e entender a motivação do ataque, já que nada foi roubado do vigilante nem da obra.

Falta de câmeras

A empresa responsável pela reforma informou que não existem câmeras de segurança instaladas no trecho onde o crime ocorreu. O local passa por fases de demolição e fundação, o que teria impedido a colocação dos equipamentos. Existe apenas um dispositivo de vigilância operado pela Aena em um ponto distante, cujas imagens serão analisadas pelos investigadores.

A concessionária Aena prestou condolências aos familiares e afirmou estar à disposição das autoridades para ajudar na apuração. O assassinato assustou funcionários que trabalham no turno da noite no aeroporto paulista. A polícia busca agora outras rotas de fuga que possam ter sido registradas por câmeras de trânsito na região de Congonhas.

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